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08 de outubro de 2013, 18h25

Governo de SP libera PM para usar bala de borracha em manifestações

Proibida desde julho, munição poderá voltar a servir como instrumento de repressão a manifestantes

Proibida desde julho, munição poderá voltar a servir como instrumento de repressão a manifestantes Por Redação Polícia Militar poderá usar bala de borracha em novas manifestações (Foto: Mídia Ninja) Após mais uma noite de conflitos entre policiais e manifestantes ontem (7), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, autorizou a Polícia Militar a voltar a utilizar balas de borracha em atos públicos. A medida havia sido proibida em julho, após abusos cometidos por policiais militares em manifestações. Porém, em entrevista à Folha de S. Paulo, Grella justificou o uso das balas de borrachas dizendo que a ordem...

Proibida desde julho, munição poderá voltar a servir como instrumento de repressão a manifestantes

Por Redação

Polícia Militar poderá usar bala de borracha em novas manifestações (Foto: Mídia Ninja)

Após mais uma noite de conflitos entre policiais e manifestantes ontem (7), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, autorizou a Polícia Militar a voltar a utilizar balas de borracha em atos públicos.

A medida havia sido proibida em julho, após abusos cometidos por policiais militares em manifestações. Porém, em entrevista à Folha de S. Paulo, Grella justificou o uso das balas de borrachas dizendo que a ordem é para que as “manifestações seja pacíficas.” Segundo o secretario, “quando o protesto é ocupado por vândalos, é liberada a força progressiva contra este grupo e, se necessário, com o uso da bala de borracha.”

Grella afirmou ainda que o uso de balas de borrachas será permitido diante de distúrbios e “atos de vandalismo”.

Histórico

No dia 13 de junho, o fotógrafo Sérgio Silva foi atingido por uma bala de borracha que o deixou cego de um olho. O tiro foi disparado contra os manifestantes, que estavam na Praça Roosevelt e tentavam seguir para a avenida Paulista via rua da Consolação.

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Alguns dias antes, em 9 de junho, uma repórter da Folha de S. Paulo foi atingida também no olho por uma bala de borracha. À época, a jornalista e testemunhas afirmaram que o uso do recurso era evitável, pois não havia qualquer indício de confusão ou violência no local.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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