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17 de março de 2017, 12h33

“Grande Chefe” de Osmar Serraglio distribuía propina do esquema da carne para PMDB e PP, diz PF

De acordo com o delegado da PF, as propinas pagas a fiscais do Ministério da Agricultura para afrouxar a fiscalização em frigoríficos abasteceram o PMDB e o PP, segundo a Polícia Federal. Líder do esquema era chamado pelo ministro da Justiça, Osmar Serráglio, de “Grande Chefe”.

De acordo com o delegado, as propinas pagas a fiscais do Ministério da Agricultura para afrouxar a fiscalização em frigoríficos abasteceram o PMDB e o PP. Líder do esquema era chamado pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, de “Grande Chefe”. Da Redação, com informações da Folha De acordo com o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo, as propinas pagas a fiscais do Ministério da Agricultura para afrouxar a fiscalização em frigoríficos abasteceram o PMDB e o PP. “Uma parte dos valores era revertida para esses partidos”, disse. A PF não sabe, porém, os motivos que levaram os fiscais a repartir parte dos valores...

De acordo com o delegado, as propinas pagas a fiscais do Ministério da Agricultura para afrouxar a fiscalização em frigoríficos abasteceram o PMDB e o PP. Líder do esquema era chamado pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, de “Grande Chefe”.

Da Redação, com informações da Folha

De acordo com o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo, as propinas pagas a fiscais do Ministério da Agricultura para afrouxar a fiscalização em frigoríficos abasteceram o PMDB e o PP. “Uma parte dos valores era revertida para esses partidos”, disse.

A PF não sabe, porém, os motivos que levaram os fiscais a repartir parte dos valores que recebiam – se por indicações políticas ou outras razões. Também não foram identificados quem eram os políticos beneficiados.

Um dos citados na investigação foi o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), que na época era deputado federal. Ele aparece em grampo interceptado pela operação conversando com o suposto líder do esquema criminoso, chamando-o de “grande chefe”. A PF, no entanto, não encontrou indícios de ilegalidade na conduta do ministro, que não é investigado.

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Os fiscais recebiam os valores, muitas vezes, dentro de isopores, por transferências bancárias em nome de terceiros ou até como picanhas e outras carnes nobres.

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