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24 de agosto de 2007, 09h43

Grande protesto em SP encerra Jornada da Educação

Na praça da Sé e na rua Vergueiro, no fim da tarde, manifestantes pedem educação de qualidade

Na praça da Sé e na rua Vergueiro, no fim da tarde, manifestantes pedem educação de qualidade Por Vermelho Duas manifestações em São Paulo nesta sexta-feira, 24, vão marcar o encerramento da Jornada Nacional de Educação. Após intensa semana de mobilizações, passeatas e ocupações, os estudantes paulistas, movimentos sociais e entidades ligadas à educação farão ato na Praça da Sé, pela manhã, além de fechar a rua Vergueiro, no fim da tarde. A concentração para a manifestação na Sé será às 10h, em frente a Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, onde será realizado ato de repúdio à...

Na praça da Sé e na rua Vergueiro, no fim da tarde, manifestantes pedem educação de qualidade

Por Vermelho

Duas manifestações em São Paulo nesta sexta-feira, 24, vão marcar o encerramento da Jornada Nacional de Educação. Após intensa semana de mobilizações, passeatas e ocupações, os estudantes paulistas, movimentos sociais e entidades ligadas à educação farão ato na Praça da Sé, pela manhã, além de fechar a rua Vergueiro, no fim da tarde.

A concentração para a manifestação na Sé será às 10h, em frente a Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, onde será realizado ato de repúdio à covarde atitude da dobradinha José Serra-João Grandino Rodas.

‘‘O primeiro, é governador de São Paulo e quem dá ordem à Tropa de Choque. O segundo, mais novo desafeto do movimento estudantil, é o diretor da Faculdade de Direito e, consequentemente, o mandante da covardia‘‘, critica a presidente da UNE, Lúcia Stumpf. 

Na madruga da última quarta-feira, 22, estudantes e lideranças dos movimentos sociais sentiram o peso do autoritarismo da força policial do estado, quando a tropa de Choque passou por cima da pacífica ocupação feita na instituição. 

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De lá, os estudantes partem em direção à Praça da Sé, incorporando o protesto do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), pelo reajuste salarial e valorização da categoria. Devem participar cerca de mil pessoas.

Paralisação na rua Vergueiro No fim da tarde, às 18h30, UNE, Ubes, Upes e União Estadual dos Estudantes (UEE-SP) prometem parar a rua Vergueiro, tradicional via de circulação da cidade e pólo de concentração das principais universidades particulares do estado. 

A manifestação vai cobrar uma regulamentação do ensino privado, com aprovação do PL da UNE (Projeto de Lei 6489/06), que regulamenta as mensalidades, atualmente engavetado no Congresso Nacional. São esperadas mais de 5 mil pessoas. 

“Educação não pode ser vendida como uma mercadoria qualquer, mas parece que esta máxima não cabe aos inescrupulosos bolsos dos ‘Tubarões do ensino’ brasileiro”, diz trecho de manifesto distribuído pela UEE-SP.

A passeata começa em frente ao Centro Universitário Nove de Julho (Uninove), passa pela Universidade Paulista (Unip) e termina em frente a Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). 

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A irreverência do movimento estudantil estará garantida pelas Cartolas do Tio Sam e tubarões de papelão (representando os donos das instituições privadas) confeccionados pelos estudantes. Faixas, bandeiras, apitos e cartazes completam o aparato da juventude.

Jornada Iniciada na segunda-feira, 20, com ocupações nas Universidades Federais do Rio, Minas, e Bahia, a Jornada Nacional de Lutas desencadeou protesto em diversas regiões do país durante toda a semana. Foram também ocupadas as Universidade Estadual do Ceará, a Faculdade de Direito da USP e a Companhia Vale do Rio Doce em Minas Gerais. 

Passeatas reuniram milhares na Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. 

A pauta de reivindicação parte de um documento aprovado por 23 entidades do movimento social e exige a implementação de ações afirmativas, ampliação do investimento para no mínimo 7% do PIB, autonomia, expansão de vagas e gestão democrática nas universidades e escolas. O movimento pleiteia ainda a criação imediata do Plano Nacional de Assistência Estudantil (com recursos na faixa de R$ 200 milhões) e a implantação do Passe Livre Estudantil, financiado pelo lucro das empresas de transportes.

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