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23 de agosto de 2018, 13h41

Grevistas de fome pedem a Rosa Weber que ela seja “consciente” em voto de ADC’s

“Nós, enquanto brasileiros e brasileiras, não desistiremos do País, resistiremos, combateremos contra a volta radical da fome, para que a miséria não se expanda”, disse Kelly Monforte, dirigente do MST, porta-voz dos grevistas

Foto: Reprodução/pt.org.br
O grupo de ativistas que há 23 dias faz greve de fome pela liberdade de Lula foi recebido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A exceção foi a grevista Zonália Santos, que está muito debilitada. Frei Sérgio Görgen e Rafaela Alves (Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA), Gegê Gonzaga (Central dos Movimentos Populares – CMP), Jaime Amorim e Vilmar Pacífico (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST) e Leonardo Soares (Levante Popular da Juventude) pediram que a ministra seja “consciente” no seu voto quando entrar em pauta as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC’s), que abordam questão...

O grupo de ativistas que há 23 dias faz greve de fome pela liberdade de Lula foi recebido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A exceção foi a grevista Zonália Santos, que está muito debilitada. Frei Sérgio Görgen e Rafaela Alves (Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA), Gegê Gonzaga (Central dos Movimentos Populares – CMP), Jaime Amorim e Vilmar Pacífico (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST) e Leonardo Soares (Levante Popular da Juventude) pediram que a ministra seja “consciente” no seu voto quando entrar em pauta as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC’s), que abordam questão da prisão em segunda instância.

“Essa greve de fome dialoga com toda situação de crise política e econômica do nosso País”, explicou a dirigente do MST, Kelly Monforte, que foi escolhida para se manifestar como porta-voz dos grevistas. “Nós, enquanto brasileiros e brasileiras, não desistiremos do País, resistiremos, combateremos contra a volta radical da fome, para que a miséria não se expanda e para que também sejam garantidos os direitos democráticos de todos”, acrescentou.

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O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, não atendeu aos grevistas. Mandou sua chefe de gabinete, Renata Saraiva, receber as demandas apresentadas. Ela se limitou a conversar com os ativistas na antessala do gabinete, permanecendo o tempo todo atrás de um balcão. A funcionária anotou os principais temas e comprometeu-se a levar as informações até o ministro.

Com informações do PT na Câmara

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