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29 de outubro de 2017, 12h43

Grupo fascista cria tumulto em debate sobre ideologia de gênero em Guarujá

Durante a discussão, um grupo de fanáticos neopentecostais invadiu a atividade e passou a ofender e ameaçar as pessoas presentes, além de tentar impedir o andamento da atividade.

Durante a discussão, um grupo de fanáticos neopentecostais invadiu a atividade e passou a ofender e ameaçar as pessoas presentes, além de tentar impedir o andamento da atividade. Da Redação Um show de intolerância, fascismo, falta de respeito e educação foi visto no evento Desafios de uma educação libertadora, que debateu questões relacionadas à ideologia de gênero e ao universo LGBT, realizado neste sábado (28), na Câmara Municipal de Guarujá, litoral de São Paulo. A atividade, organizada pelo PSOL local, contou com a participação da professora de filosofia transgênero Luiza Coppieters (foto); da cientista social e professora da Unicamp Marcela...

Durante a discussão, um grupo de fanáticos neopentecostais invadiu a atividade e passou a ofender e ameaçar as pessoas presentes, além de tentar impedir o andamento da atividade.

Da Redação

Um show de intolerância, fascismo, falta de respeito e educação foi visto no evento Desafios de uma educação libertadora, que debateu questões relacionadas à ideologia de gênero e ao universo LGBT, realizado neste sábado (28), na Câmara Municipal de Guarujá, litoral de São Paulo. A atividade, organizada pelo PSOL local, contou com a participação da professora de filosofia transgênero Luiza Coppieters (foto); da cientista social e professora da Unicamp Marcela Moreira; do professor e mestre em Educação, César Rodrigues, além da militante trans e rapper Naat Maat. A mediação foi de Everton Vieira, pedagogo e presidente do PSOL Guarujá.

Durante os debates, um grupo de fanáticos neopentecostais invadiu a atividade, provocando tumulto, ofendendo e ameaçando as pessoas presentes, além de tentar impedir o andamento da atividade. A organização do encontro, democraticamente, concedeu o direito à fala aos fascistas, que se utilizaram do microfone para destilar o ódio peculiar, mas, em contrapartida, queriam impedir de se pronunciar quem tivesse ideias diferentes.

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Os debatedores ressaltaram a importância de se respeitar as diferenças, em todos os níveis. No entanto, o grupo de extrema direita, por não conhecer essa linha de pensamento, grosseiramente, tentou estragar o evento.

Infelizmente, essas intervenções de grupos fascistas estão cada dia mais frequentes, tentando intimidar debates importantes, como este que ocorreu em Guarujá. Utilizando de uma prática comum, como gritos, ofensas e ameaças, procuram impedir a manifestação de quem pensa diferente.

Vídeo: Juliana Adorna

Foto: YouTube

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