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28 de fevereiro de 2019, 06h23

Guaidó chega a Brasília para encontro com Bolsonaro; Mourão fala em guerra civil na Venezuela

Mourão disse que cubanos em setores da inteligência venezuelana causa "medo" em Guaidó, que quer mostrar aos venezuelanos que é "reconhecido" em reunião com Bolsonaro

Mourão e Juan Guaidó, no encontro do Grupo de Lima, em Bogotá (Foto: Gabriel Cruz/PR)
O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, que lidera a oposição ao governo eleito de Nicolás Maduro, chegou à Brasília na madrugada desta quinta-feira (28) para encontro com Jair Bolsonaro (PSL). O avião com Guaidó a bordo pousou à 1h40 no Aeroporto Internacional de Brasília. Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, o encontro “pessoal” será no gabinete de Bolsonaro, às 14h, no Palácio do Planalto. Guaidó será recepcionado pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A assessoria de Guaidó disse que o oposicionista também se reunirá com representantes diplomáticos de outros países com embaixada em Brasília que o...

O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, que lidera a oposição ao governo eleito de Nicolás Maduro, chegou à Brasília na madrugada desta quinta-feira (28) para encontro com Jair Bolsonaro (PSL). O avião com Guaidó a bordo pousou à 1h40 no Aeroporto Internacional de Brasília.

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, o encontro “pessoal” será no gabinete de Bolsonaro, às 14h, no Palácio do Planalto. Guaidó será recepcionado pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

A assessoria de Guaidó disse que o oposicionista também se reunirá com representantes diplomáticos de outros países com embaixada em Brasília que o reconhecem como presidente da Venezuela.

Guerra civil
Em entrevista à Globonews na noite desta quarta-feira (27), o vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, disse que uma guerra civil na Venezuela é um ‘cenário possível’.

“O cenário da guerra civil é um cenário possível, pela situação que o país vive”, afirmou Mourão, que relacionou a crise também à presença de “20 mil a 60 mil” cubanos colocados por Maduro em setores de inteligência e segurança da Venezuela, o que Mourão chamou de “força estranha”.

Veja também:  Bolsonaro: o inimigo das forças armadas

“O que eu chamo de força estranha? São os cubanos”, comentou Mourão. “Os cubanos detêm o controle de todos os setores de Inteligência na Venezuela. Existe medo. ‘Medo’, foi essa a palavra que foi dita pelo presidente Guaidó”.

Mourão afirmou que vê a visita de Guaidó como estratégica para o reconhecimento do líder opositor diante dos venezuelanos. “Quer mostrar ao povo venezuelano que está sendo recebido pelo presidente da República do Brasil, um país limítrofe por quem os venezuelanos têm um carinho especial. Quer dar mensagem de que é reconhecido”, disse Mourão.

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