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15 de junho de 2019, 21h15

Guedes: Bolsonaro sente-se “agredido quando presidente do BNDES coloca na diretoria nomes ligados ao PT”

Ministro da Economia, Paulo Guedes sinalizou que Joaquim Levy deve mesmo deixar a presidência do BNDES e disse que entende "a angústia do presidente"

Paulo Guedes e Bolsonaro. (Reprodução)
Em entrevista ao blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1 neste sábado (15), o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que Joaquim Levy deve, realmente, deixar a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo Guedes, Jair Bolsonaro teria sentido-se “agredido” com a indicação de Marcos Pinto, que atuou no governo Dilma Rousseff (PT) para uma diretoria do banco e, por este motivo, teria pedido a cabeça de Levy. “Eu entendo a angústia do presidente. É algo natural ele se sentir agredido quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT”,...

Em entrevista ao blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1 neste sábado (15), o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que Joaquim Levy deve, realmente, deixar a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Guedes, Jair Bolsonaro teria sentido-se “agredido” com a indicação de Marcos Pinto, que atuou no governo Dilma Rousseff (PT) para uma diretoria do banco e, por este motivo, teria pedido a cabeça de Levy.

“Eu entendo a angústia do presidente. É algo natural ele se sentir agredido quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT”, disse o ministro.

Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Passado e futuro
Guedes ainda disse que Levy “não resolveu o passado nem encaminhou uma solução para o futuro”.

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O “passado”, segundo Guedes, seria abrir a chamada por Bolsonaro “caixa-preta do BNDES”. Em relação ao “futuro”, segundo o ministro, seria tratar de temas como privatizações, infraestrutura, saneamento e ajudar a reestruturação de estados e de municípios.

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