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07 de novembro de 2017, 10h58

Guilherme Boulos responde à página “Quebrando o Tabu”, que o chamou de “ignorante” e “extremista”

“Há 150 anos, combater a escravidão era tachado como radical. Há 100 anos, defender que as mulheres pudessem votar, era coisa de radicais. Extremismo não é ocupar. Extremismo é julgar de maneira preconceituosa quem busca o mínimo de dignidade para sua vida”, afirmou o coordenador nacional do MTST em vídeo-resposta. Assista Por Redação O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi chamado por um colunista da página “Quebrando o Tabu” de “ignorante”, “antidemocrático”, “extremista” e até mesmo “Bolsonaro da esquerda”. Em um vídeo-resposta divulgado nesta segunda-feira (6), e que foi publicado pela página, Boulos foi...

“Há 150 anos, combater a escravidão era tachado como radical. Há 100 anos, defender que as mulheres pudessem votar, era coisa de radicais. Extremismo não é ocupar. Extremismo é julgar de maneira preconceituosa quem busca o mínimo de dignidade para sua vida”, afirmou o coordenador nacional do MTST em vídeo-resposta. Assista

Por Redação

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi chamado por um colunista da página “Quebrando o Tabu” de “ignorante”, “antidemocrático”, “extremista” e até mesmo “Bolsonaro da esquerda”.

Em um vídeo-resposta divulgado nesta segunda-feira (6), e que foi publicado pela página, Boulos foi contundente ao falar sobre sua atuação no movimento por moradia. “Luto ao lado dos sem teto, defendendo o direito a moradia. Num país onde há 6.200.000 famílias sem casa, isso não deveria parecer estranho. Ainda mais se a gente considerar que há mais de 7 milhões de imóveis vazios. Tem mais casa sem gente do que gente sem casa”.

Quanto à pecha de “extremista” publicizada pela página, o líder do MTST foi direto: “Há 150 anos, combater a escravidão era tachado como radical. Há 100 anos, defender que as mulheres pudessem votar, era coisa de radicais. Extremismo não é ocupar. Extremismo é julgar de maneira preconceituosa quem busca o mínimo de dignidade para sua vida”.

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