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05 de outubro de 2015, 16h40

Haddad ‘desafia supremacia do automóvel’ em São Paulo, diz The New York Times

Segundo jornal dos EUA, esforços do prefeito ‘desencadearam um debate feroz sobre a mobilidade, o uso dos espaços públicos e os limites do poder político Por Opera Mundi O jornal The New York Times dedicou uma reportagem no domingo (04/10) para discutir as políticas de mobilidade implementadas pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Intitulado “Enfrentando resistência, um prefeito luta para aliviar engarrafamentos em uma megacidade brasileira”, o texto afirma que Haddad “desafia a supremacia dos carros” na metrópole. “Grande parte da classe média se abrigou atrás de condomínios fechados e algumas pessoas da elite preferem até usar helicópteros...

Segundo jornal dos EUA, esforços do prefeito ‘desencadearam um debate feroz sobre a mobilidade, o uso dos espaços públicos e os limites do poder político

Por Opera Mundi

O jornal The New York Times dedicou uma reportagem no domingo (04/10) para discutir as políticas de mobilidade implementadas pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Intitulado “Enfrentando resistência, um prefeito luta para aliviar engarrafamentos em uma megacidade brasileira”, o texto afirma que Haddad “desafia a supremacia dos carros” na metrópole.

“Grande parte da classe média se abrigou atrás de condomínios fechados e algumas pessoas da elite preferem até usar helicópteros a ter que pisar nas ruas de São Paulo”, afirma o veículo norte-americano. “Mas, agora, uma reviravolta liderada pelo prefeito mais à esquerda está conquistando algo que pensava-se ser impossível aqui”, completa.

A reportagem cita algumas políticas de urbanismo adotadas pelo petista — como as construções de ciclovias e corredores de ônibus, bem como a redução do limites de velocidade e a expansão de calçadas — destacando também que foram medidas inspiradas em cidades como Nova York, Bogotá e Paris.

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Desde o início do mandato de Haddad, em 2012, “seus esforços desencadearam um debate feroz sobre a mobilidade, o uso dos espaços públicos e os limites do poder político em uma área metropolitana com 20 milhões de pessoas”, ressalta NYT.

O jornal conversa com pessoas favoráveis e contrárias às políticas adotadas pelo prefeito, principalmente à respeito das críticas de que as medidas teriam sido impostas sem consulta prévia da população. Entretanto, a reportagem destaca entrevistas de Haddad sobre essa temática, em que ele afirma que discutiu mobilidade “exaustivamente” durante a sua campanha e ainda mostrou dados sobre a queda de acidentes e de mortes no trânsito no últimos meses.

“Outros afirmam que as medidas de Haddad ainda são muito tímidas e que a maior parte de São Paulo ainda razoavelmente transitável apenas por carros ou por trens e ônibus lotados, especialmente em áreas pobres. Mas alguns paulistanos dizem que as políticas estão abrindo o caminho para uma discussão mais ampla sobre a melhoraria na qualidade de vida da cidade”, pondera NYT.

No fim da reportagem, The New York Times sintetiza as mudanças urbanísticas adotadas por Haddad, parafraseando um artigo do colunista Marcelo Rubens Paiva, n’O Estado de S. Paulo: “Um viajante no tempo dos anos 70 jamais reconheceria a cidade hoje”.

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Foto de capa: André Tambucci / Fotos Públicas

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