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25 de outubro de 2018, 17h56

Haddad entra com ação no TSE contra Bolsonaro, que voltou a falar sobre “kit gay”

Justiça Eleitoral já havia atestado que "kit gay" nunca existiu e proibido a campanha de Bolsonaro de espalhar fake news sobre o assunto; Coligação de Haddad pediu direito de resposta

Reprodução
A coligação de Fernando Haddad (PT), “O povo feliz de novo”, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (25), contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). Na ação, a campanha de Haddad e Manuela D’Ávila pedem direito de resposta a uma nova inserção eleitoral do capitão da reserva que desrespeitou decisão da justiça eleitoral ao voltar a falar sobre o “kit gay”. Conforme noticiado na quarta-feira (24) pela Fórum, Bolsonaro aparece na nova inserção falando sobre um vídeo que teria sido veiculado para “criancinhas de 6 anos” em escolas, durante o governo do PT, que conteria um...

A coligação de Fernando Haddad (PT), “O povo feliz de novo”, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (25), contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). Na ação, a campanha de Haddad e Manuela D’Ávila pedem direito de resposta a uma nova inserção eleitoral do capitão da reserva que desrespeitou decisão da justiça eleitoral ao voltar a falar sobre o “kit gay”.

Conforme noticiado na quarta-feira (24) pela Fórum, Bolsonaro aparece na nova inserção falando sobre um vídeo que teria sido veiculado para “criancinhas de 6 anos” em escolas, durante o governo do PT, que conteria um “beijo lésbico”. O tal vídeo, que nunca existiu, faria parte do também inexistente “kit gay”.

Na semana passada o TSE já havia condenado a campanha de Bolsonaro a tirar do ar um vídeo em que acusava o PT de ter distribuído um livro sobre sexualidade para crianças. Na decisão, a Justiça entendeu que o chamado “kit gay” jamais existiu e proibiu a campanha do candidato do PSL de espalhar fake news sobre o assunto.

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“Ao veicular tal afirmação o candidato Jair Bolsonaro insere proposta, sem qualquer legitimidade, no plano de governo da Coligação ‘O Povo Feliz de Novo’, hipótese que afigura-se absurda. Não pode o representado, em rede nacional, estimular sentimentos de temor em um sem-número de eleitores a partir de informações falsas, como ocorrido na propaganda impugnada”, diz a representação da coligação de Haddad encaminhada ao TSE.

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