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12 de julho de 2019, 17h18

Hashtags de apoio a Moro e que atacam Glenn Greenwald foram disparadas do Irã

Pesquisa da FGV encontrou cerca de 220 mil postagens que teriam sido enviadas por robôs, das quais uma grande parte teria sido enviada do país do Oriente Médio, para impulsar hashtags como #glenncomproumandato, #somostodosmoro e #pavaomisteriosovoltou, todas favoráveis a Moro para questionar o jornalista

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Um estudo publicado pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encontrou certos padrões entre as cerca de 3,3 milhões de mensagens publicadas no Twitter a respeito das revelações da série de reportagens da Vaza Jato nos últimos dias, e descobriu algo curioso: algumas das hashtags favoráveis ao ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que questionam o jornalista estadunidense Glenn Greenwald, foram disparadas do Irã. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo A pesquisa da FGV encontrou cerca de 220 mil postagens que...

Um estudo publicado pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encontrou certos padrões entre as cerca de 3,3 milhões de mensagens publicadas no Twitter a respeito das revelações da série de reportagens da Vaza Jato nos últimos dias, e descobriu algo curioso: algumas das hashtags favoráveis ao ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que questionam o jornalista estadunidense Glenn Greenwald, foram disparadas do Irã.

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A pesquisa da FGV encontrou cerca de 220 mil postagens que teriam sido enviadas por robôs, das quais uma grande parte teria sido enviada do país do Oriente Médio.

Foi desse lugar do mundo, segundo o estudo, que foram impulsadas as hashtags #glenncomproumandato, #somostodosmoro e #pavaomisteriosovoltou.

A análise da FGV inclui mensagens publicadas entre os dias 5 e 9 de julho. Ou seja, entre a data da primeira reportagem da parceria da revista Veja com o The Intercept – que mostra o ex-juiz orientando os procuradores, especialmente Deltan Dallagnol, sobre as provas que deveriam ser incluídas no caso para se chegar ao resultado planejado – e a do primeiro vazamento em áudio da Vaza Jato – onde Dallagnol explica a outros procuradores como atuar com respeito à ação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para impedir entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à imprensa, durante o período de eleições de 2018.

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