Muito além do avião: as descobertas de Santos Dumont que poucos conhecem
Visionário, "pai" da aviação também contribuiu para invenções tecnológicas de dois objetos cotidianos; saiba quais
Visionário e inquieto, Santos Dumont enxergava desafios em detalhes cotidianos e os resolvia com criatividade. Além de ser considerado o "pai" da aviação, Dumont também contribuiu para outras invenções tecnológicas em diferentes áreas. Com sua ambição por novas descobertas, Dumont ajudou na criação de duas coisas que fazem parte do dia a dia de quase todo mundo: o relógio de pulso e o chuveiro de água quente.
Relógio de pulso
Em 1904, quando homens ainda usavam relógios de bolso, um acessório pouco prático para checar as horas, Dumont, enquanto sobrevoava Paris, percebeu que essa consulta também se tornava perigosa durante seus voos, já que precisava soltar o controle da aeronave. Observando isso, ele relatou o problema ao amigo Louis Cartier, que projetou um relógio especialmente para ser usado no pulso, preso por uma pulseira de couro resistente.
O modelo criado levou o nome de "Cartier-Santos" em homenagem ao aviador e hoje é um ícone da relojoaria. O uso feito por Dumont também transformou o acessório em tendência masculina.
Chuveiro de água quente
As invenções de Dumont também foram criadas para sua própria casa em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Construída em 1918, a residência do aviador foi projetada para conter um sistema de chuveiro de água quente com controle de temperatura - algo inédito no Brasil, segundo o Museu Aeroespacial do Brasil, que guarda documentos sobre as invenções de Dumont.
O sistema funcionava através do aquecimento a álcool e com um balde perfurado dividido ao meio para misturar água quente e fria, o que permitia o controle de temperatura. Embora não tenha registrado patente, o mecanismo é considerado por historiadores como um precursor dos chuveiros modernos.