Um gigante de 3 mil anos: nova descoberta arqueológica revela mistérios de sociedade milenar das Américas
Achados de pesquisadores no sítio de Aguada Fénix mostram organização social única mais de mil anos antes de Cristo
Uma nova pesquisa arqueológica sobre o sítio de Aguada Fénix, no México, publicada recentemente na revista Science Advances, é revelou mistérios sobre as origens da civilização Maia.
O estudo, baseado na tecnologia de detecção e alcance de luz (LiDAR) e em escavações, confirmou que o local possui a arquitetura monumental mais antiga e mais extensa de toda a área Maia, datada entre 1050 e 700 a.C.
A dimensão da construção é impressionante, com quilômetros de extensão:
O achado mais significativo é que esta megaestrutura foi erguida por uma comunidade sem evidências de estratificação social proeminente ou elites poderosas.
O gigantesca cosmograma feito na estrutura de gigantescos canais supera em mais de mil anos as pirâmides de Teotihuacan, formações maias mais conhecidas do México.
"Essas descobertas em Aguada Fénix oferecem importantes perspectivas sobre as possibilidades e limitações da organização humana", afirma.
"Os governantes e as elites dos centros maias do período Clássico atuavam como detentores do conhecimento calendárico e de outros conhecimentos esotéricos, sendo vistos como a personificação de ordens universais. As sementes dessa organização política e ideologia provavelmente emergiram na comunidade do Pré-Clássico Médio de Aguada Fénix", afirma o estudo.
O estudo de Aguada Fénix oferece, assim, uma nova perspetiva sobre a capacidade de organização humana, mostrando que a complexidade social pode emergir de ações comunais e ideológicas, antes do surgimento de governos e estratificações rígidas.
Veja um documentário da Universidade Nacional do México (UNAM) sobre o sítio arqueológico de Aguada Fenix: