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23 de outubro de 2018, 11h47

“Honra não tem partido”, diz Haddad em sabatina do sistema Globo

Petista dizia que ele não usaria de mentiras para atacar um outro candidato, o que Jair Bolsonaro (PSL) faz. “Honra não tem partido”, afirmou.

Foto: Reprodução
O candidato Fernando Haddad (PT) participa, nesta terça-feira (23), de sabatina com O Globo, Extra, Época e Valor Econômico. Durante a entrevista, o petista afirmou que nunca iria mentir sobre o caráter de um adversário, mesmo que fosse de outro partido. Segundo ele, não usaria de mentiras para atacar um outro candidato, o que Jair Bolsonaro (PSL) faz. “Honra não tem partido”, afirmou. Segundo Haddad, o PT cometeu erros, mas que durante a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram cometidas irregularidades. Questionado várias vezes pelos jornalistas sobre uma possível culpa que o seu partido teria ao deixar...

O candidato Fernando Haddad (PT) participa, nesta terça-feira (23), de sabatina com O Globo, Extra, Época e Valor Econômico. Durante a entrevista, o petista afirmou que nunca iria mentir sobre o caráter de um adversário, mesmo que fosse de outro partido. Segundo ele, não usaria de mentiras para atacar um outro candidato, o que Jair Bolsonaro (PSL) faz. “Honra não tem partido”, afirmou.

Segundo Haddad, o PT cometeu erros, mas que durante a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram cometidas irregularidades. Questionado várias vezes pelos jornalistas sobre uma possível culpa que o seu partido teria ao deixar Bolsonaro chegar onde chegou, o candidato disse que “não contou” com a rede de fake news que o candidato do PSL fez com o esquema de Caixa 2.

O petista também foi questionado sobre o uso da palavra fascista para explicar o que Bolsonaro é. Segundo ele, como cientista político, ele precisa chamar o adversário pelo o que ele é. “Se vocês quiserem dar outro nome para dar uma adocicada para Bolsonaro, tudo bem”, disse Haddad afirmando que depois de 1988 era pensado que já tinha sido resolvida a questão com os militares, mas que existe “uma espécie de sombra” em relação a isso quando o assunto é o candidato do PSL.

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Facada

Depois de citar a violência que está cada vez maior nessas eleições, Haddad foi questionado pelos jornalistas sobre a facada que o seu adversário levou durante um ato. Sobre o caso, o petista disse que o caso “foi horroroso” e que se solidarizou com o adversário na época.

Depois disso, Haddad foi perguntado se achava que a facada tinha ajudado Bolsonaro nas eleições. Em resposta, ele disse: “Ninguém quer ser esfaqueado para ganhar uma eleição. Mas o fato é que ele subiu 10 pontos em uma semana”.

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