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19 de setembro de 2018, 10h01

Ibope: em 7 dias, Haddad cresce 137,5% no eleitorado feminino

O período coincide com o movimento nas redes sociais das mulheres contra a candidatura de Bolsonaro

Haddad. Foto: Reprodução
A pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, divulgada nesta terça-feira (18), revela um crescimento de 137,5% do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, entre o eleitorado feminino em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 11. O período coincide com o movimento nas redes sociais das mulheres contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). A onda começou com um grupo no Facebook – que mesmo sob ataque de hackers chegou a mais de 2,5 milhões de seguidores – e segue com a hashtag #elenao. O detalhamento dos dados, divulgados nesta quarta-feira (19),...

A pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, divulgada nesta terça-feira (18), revela um crescimento de 137,5% do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, entre o eleitorado feminino em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 11. O período coincide com o movimento nas redes sociais das mulheres contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). A onda começou com um grupo no Facebook – que mesmo sob ataque de hackers chegou a mais de 2,5 milhões de seguidores – e segue com a hashtag #elenao.

O detalhamento dos dados, divulgados nesta quarta-feira (19), mostram que o candidato petista subiu em todos os recortes – sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça – para alcançar o segundo lugar isolado na disputa presidencial, com 19% das intenções de voto. Entre o público de menor escolaridade e com renda de até 1 salário mínimo, Haddad ultrapassou Bolsonaro e lidera a disputa.

Escolaridade e renda

Em uma semana, o petista saltou de 6% para 24% das intenções de voto no eleitorado que tem até a 4ª séria do ensino fundamental – Bolsonaro oscilou negativamente um ponto no mesmo período, de 19% para 18%. O avanço se deu também na população que cursou entre a 5ª e 8ª série do ensino fundamental, passando de 9% para 23% no recorte em que Bolsonaro oscilou 2 pontos para baixo. Segundo o TSE, essa faixa concentra 25,84% dos 147.306.275 eleitores que vão às urnas neste ano.

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No eleitorado com renda de até 1 salário mínimo, Haddad cresceu 170% – de 10% para 27% – e lidera com folga, com Bolsonaro oscilando negativamente 2 pontos negativos, de 14% para 12%. Na região Nordeste, principal nicho eleitoral de Lula, Haddad subiu de 13% para 31% e lidera com folga. Bolsonaro perdeu 3 pontos percentuais nas últimas duas semanas na região e está em segundo com 17% das intenções de voto.

Faixa etária e religião

Outro dado importante para o petista é o crescimento na faixa etária que concentra o maior número de eleitores – entre 45 e 59 anos de idade, que corresponde a 24,26% do total nacional. Entre 45 e 54 anos, Haddad foi de 12% para 20% nos últimos sete dias. E entre eleitores com mais de 55 anos, o petista saltou de 6% para 18%, ultrapassando Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) na última semana.

No eleitorado católico, Haddad subiu de 9% ára 21% e chegou a empate técnico, no limite da margem de erro, com Bolsonaro, que lidera com 25%. Entre os negros, o candidato de Lula cresceu 144%, chegou a 22% e empatou tecnicamente com Bolsonaro, que tem 24%.

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