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18 de outubro de 2017, 17h06

Indígenas são recebidos à bomba na Câmara dos Deputados; 3 foram detidos

Um dos detidos, inclusive, foi preso no Departamento Médico da Casa ao buscar ajuda para sua filha, uma criança que passou mal por causa do gás lacrimogênio das bombas lançadas pela polícia contra os indígenas. Eles queriam participar de uma audiência pública sobre arrendamento de terras Por Redação* Cerca de 100 indígenas foram recebidos à bombas de gás e spray de pimenta pela polícia na tarde desta quarta-feira (18) quando tentaram participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. Organizada pela bancada ruralista para discutir o que eles chamaram de “agricultura indígena”, a audiência tinha como objetivo legitimar a...

Um dos detidos, inclusive, foi preso no Departamento Médico da Casa ao buscar ajuda para sua filha, uma criança que passou mal por causa do gás lacrimogênio das bombas lançadas pela polícia contra os indígenas. Eles queriam participar de uma audiência pública sobre arrendamento de terras

Por Redação*

Cerca de 100 indígenas foram recebidos à bombas de gás e spray de pimenta pela polícia na tarde desta quarta-feira (18) quando tentaram participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

Organizada pela bancada ruralista para discutir o que eles chamaram de “agricultura indígena”, a audiência tinha como objetivo legitimar a proposta de legalização do arrendamento de terras indígenas, permitindo a exploração privada de terras indígenas e o avanço do agronegócio sobre esses territórios. Os indígenas foram barrados e só foi permitida a entrada de fazendeiros e apoiadores da proposta.

Um indígena Kaingang, um Guarani e um Terena acabaram sendo detidos pelas polícias militar e legislativa. O indígena Kaingang, inclusive, foi detido no Departamento Médico da Câmara dos Deputados, quando buscava atendimento para sua filha, uma criança que passou mal por causa do gás lacrimogênio.

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Convocada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, a audiência pública organizada pelos ruralistas foi deslegitimada pela Associação Terra Indígena do Xingu (Atix), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e o Instituto Raoni.

“Na tal da conferência anti-indígena da agricultura, convocada pelos ruralistas, só entraram os arrendatários. As lideranças indígenas que vieram para contrapor esse absurdo foram impedidas de entrar e foram atacadas com bombas na frente do Congresso. Esse desgoverno quer mesmo é desterritorializar os povos indígenas. Estamos de volta aos anos 60. É a nova tentativa de reintegrar os povos indígenas à sociedade. Lembram-se dessa história?”, alertou Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

*Com informações do Cimi

Foto: NINJA

 

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