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04 de agosto de 2018, 17h14

Interpol suspeita de parcialidade de Sergio Moro e retira Tacla Duran de lista de procurados

Segundo a Interpol, Tacla Duran apresentou “evidências, que eram facilmente verificáveis por meio de uma pesquisa de fontes abertas”

A agência de investigação internacional Interpol acatou pedido da defesa do advogado Tacla Duran e retirou seu nome da lista de procurados. A defesa de Duran havia questionado a imparcialidade do juiz da Lava Jato para julgar seu caso. O argumento foi o fato de o juiz ter citado o advogado durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Outros argumentos apresentados pela defesa de Duran foram: “seu caso havia sido em parte transferido do Brasil para a Espanha, os direitos a um devido processo legal no Brasil não teriam sido cumpridos...

A agência de investigação internacional Interpol acatou pedido da defesa do advogado Tacla Duran e retirou seu nome da lista de procurados. A defesa de Duran havia questionado a imparcialidade do juiz da Lava Jato para julgar seu caso. O argumento foi o fato de o juiz ter citado o advogado durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Outros argumentos apresentados pela defesa de Duran foram: “seu caso havia sido em parte transferido do Brasil para a Espanha, os direitos a um devido processo legal no Brasil não teriam sido cumpridos e, para completar, a Espanha rejeitou sua extradição ao País”.

Segundo a Interpol, Tacla Duran apresentou “evidências, que eram facilmente verificáveis por meio de uma pesquisa de fontes abertas”, de que Moro “falou publicamente sobre ele durante uma entrevista” sobre o caso colocando em suspeição a imparcialidade do magistrado.

“A Comissão então considerou que as alegações apresentadas (por Tacla Duran) que, diante do comportamento do juiz responsável por presidir sobre seu caso no Brasil, dúvidas suficientes têm sido colocadas sobre o fato de uma violação do Artigo 2 da Constituição da Interpol pode ter existido”, disse a agência em documento obtido pelo Estado.

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