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05 de julho de 2019, 12h56

Irã estuda retaliação contra Reino Unido por prisão de petroleiro em Gibraltar

Quem falou sobre o tema foi Mohsen Rezaee, líder da Guarda Revolucionária do Irã e membro do Conselho Assessor do aiatolá Khamenei, e em tom de ultimado: “se o Reino Unido não liberar o navio petroleiro iraniano, será tarefa das nossas autoridades apreender um navio petroleiro britânico”.

O comandante iraniano Mohsen Rezaee (Foto: agência Mehr)
O comandante Mohsen Rezaee, líder da Guarda Revolucionária do Irã e membro do Conselho Assessor do aiatolá Khamenei, declarou que o país estuda a possibilidade de apreender um navio petroleiro britânico, nesta sexta-feira (5). Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo A ação, se concretizada, seria um gesto de retaliação ao fato da Marinha Real britânica ter feito exatamente o mesmo com um petroleiro iraniano em Gibraltar, nesta quinta-feira (4). As palavras de Rezaee sobre o tema tiveram tom de ultimato: “se o Reino Unido não liberar o navio petroleiro...

O comandante Mohsen Rezaee, líder da Guarda Revolucionária do Irã e membro do Conselho Assessor do aiatolá Khamenei, declarou que o país estuda a possibilidade de apreender um navio petroleiro britânico, nesta sexta-feira (5).

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A ação, se concretizada, seria um gesto de retaliação ao fato da Marinha Real britânica ter feito exatamente o mesmo com um petroleiro iraniano em Gibraltar, nesta quinta-feira (4).

As palavras de Rezaee sobre o tema tiveram tom de ultimato: “se o Reino Unido não liberar o navio petroleiro iraniano, será tarefa das autoridades (iranianas) apreender um navio petroleiro britânico”. Desde a quinta, o Irã exige a liberação imediata do navio

As autoridades de Gibraltar afirmam que os tripulantes do petroleiro Grace 1, de bandeira iraniana, foram entrevistados na qualidade de testemunhas, não de suspeitos, e que a investigação visa esclarecer a natureza da carga e seu destino final – se considera que o navio poderia estar transportando petróleo cru para a refinaria de Baniyas, na Síria.

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Por sua parte, Teerã chamou seu embaixador britânico a consultas, após ele expressar sua “forte objeção à apreensão ilegal e inaceitável” do navio do seu país em Gibraltar. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, disse que o carregamento de petróleo cru provém do seu país.

A contradição também se observa nos documentos: embora os documentos do navio indiquem que o petróleo provém do vizinho Iraque, os dados de monitoramento do barco indicam que ele foi carregado em um porto iraniano.

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