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17 de junho de 2019, 10h16

Irã pode romper acordo nuclear se Europa não compensar perdas financeiras por sanções de Trump

Chefe da agência atômica iraniana diz que, em pouco mais de uma semana, o país já terá atingido até 20% de enriquecimento. União Europeia não consegue convencer país do Oriente Médio a se manter fiel ao acordo nuclear, após a saída dos Estados Unidos

Behrouz Kamalvandi, chefe da Agência Atômica Iraniana (Divulgação)
Com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear alcançado em 2016, o Irã se viu sem compromissos para avançar com seu programa nuclear, que chegará a um novo marco até a próxima semana, quando o país alcançaria um enriquecer de urânio de até 20%, ficando mais próximo de poder produzi-lo para uso militar. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) por Behrouz Kamalvandi, chefe da Agência Atômica Iraniana, antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da União Europeia, em Bruxelas....

Com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear alcançado em 2016, o Irã se viu sem compromissos para avançar com seu programa nuclear, que chegará a um novo marco até a próxima semana, quando o país alcançaria um enriquecer de urânio de até 20%, ficando mais próximo de poder produzi-lo para uso militar.

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O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) por Behrouz Kamalvandi, chefe da Agência Atômica Iraniana, antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da União Europeia, em Bruxelas.

No anúncio, Kamalvandi disse também que pode manter a expansão de seu programa nuclear dentro dos limites do pacto caso países da Europa ajudem o país a compensar perdas financeiras advindas de sanções impostas por Washington.

O anúncio de Teerã vem em um momento de alta tensão nas relações do país com os Estados Unidos. O governo Trump acusa o Irã de ter atacado dois navios petroleiros no Golfo de Omã na quinta-feira (13), mas o Irã nega. Pelo Golfo de Omã passam 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

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Além de abandonar o acordo nuclear, o governo de Donald Trump também lançou uma série de sanções econômicas ao Irã, que inclui uma restrição à venda de petróleo bruto ao exterior e gerando fortes consequências econômicas ao país. Por sua parte, o bloco europeu tampouco foi capaz de oferecer uma alternativa para convencer os iranianos a se manterem fieis ao acordo.

Além disso, o conflito entre os Estados Unidos e o Irã também cresceram após os aparentes ataques a navios petroleiros no Golfo de Omã, nas últimas semanas. Washington acusa Teerã de estar por trás dos incidentes, versão que é negada pelas autoridades do país do Oriente Médio.

Segundo os termos do abandonado acordo nuclear, o Irã pode manter um estoque de não mais que 300 kg de urânio pouco enriquecido. Kamalvandi disse que “devido à recente decisão do nosso governante, de quadruplicar sua produção de urânio de baixo enriquecimento, poderíamos ultrapassaria o limite até o dia 27 de junho”. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), afirma que seus informes indicam que o Irã se mantém dentro dos limites estabelecidos para o seu estoque, e se recusou a comentar o anúncio desta segunda-feira.

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Com informações do The Guardian.

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