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17 de junho de 2019, 13h23

Itália impõe decreto que prevê multa de até 50 mil euros a quem resgata migrantes no Mediterrâneo

Governo diz que a nova lei multaria somente organizações que fazem esse trabalho sem permissão, mas a ONU alega que a intenção é criminalizar todos os resgates no mar.

Foto: Reprodução/UNHCR – The Italian Coastguard / Massimo Sestini
Desde a última sexta-feira (14), após a assinatura do presidente Sergio Mattarella, está vigente na Itália um decreto que impõe multas às embarcações que atuam no salvamento de migrantes no Mar Mediterrâneo, as quais podem chegar a valores de até 50 mil euros, dependendo do caso. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo A medida foi elaborada pelo ministro do Interior, o polêmico Matteo Salvini, que também é um dos melhores amigos de Jair Bolsonaro no cenário mundial – e também pupilo do líder da extrema direita internacional, o empresário...

Desde a última sexta-feira (14), após a assinatura do presidente Sergio Mattarella, está vigente na Itália um decreto que impõe multas às embarcações que atuam no salvamento de migrantes no Mar Mediterrâneo, as quais podem chegar a valores de até 50 mil euros, dependendo do caso.

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A medida foi elaborada pelo ministro do Interior, o polêmico Matteo Salvini, que também é um dos melhores amigos de Jair Bolsonaro no cenário mundial – e também pupilo do líder da extrema direita internacional, o empresário estadunidense Steve Bannon.

O decreto de Salvini reforça os poderes do Ministério do Interior sobre a imigração e visa acabar com as missões de resgate no Mediterrâneo central, razão pela qual as organizações que trabalham nessas missões acusam o governo italiano de querer “criminalizar o salvamento de vidas no mar”.

Por sua parte, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, justificou a medida, dizendo que “é preciso estabelecer um comportamento que seja um pouco mais transparente por parte das organizações”.

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Vale lembrar que, antes disso, Salvini já havia proibido os navios de resgate de atracar nos portos italianos, medida que causou comoção em todo o continente, especialmente ao ser difundido o caso do Sea Watch 3 e de sua capitã, a bióloga alemã Pia Klemp, que corre o risco de ser presa por resgatar imigrantes no Mediterrâneo.

Segundo dados Organização Internacional para a Migração, 1,9 mil refugiados chegaram à Itália neste 2019, e quase 350 morreram no caminho. Portanto, a taxa de mortalidade para aqueles que tentam cruzar o Mediterrâneo é superior aos 15%.

Com informações do The Guardian.

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