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01 de julho de 2017, 16h15

Janot diz que só prova “satânica” selaria em definitivo ligação entre Temer e Loures

De acordo com o procurador, ninguém "passa recibo" para esse tipo de atividade ilícita, então o fundamental é "olhar a narrativa" e "apresentar indícios fortes" que liguem o denunciado ao crime.

De acordo com o procurador, ninguém “passa recibo” para esse tipo de atividade ilícita, então o fundamental é “olhar a narrativa” e “apresentar indícios fortes” que liguem o denunciado ao crime. Da Redação* O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, declarou neste sábado (11), em debate no 12 Congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que seria preciso uma “prova satânica, quase impossível” para selar definitivamente a ligação entre Michel Temer e a mala com R$ 500 mil carregada por seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. Foi assim que Janot rebateu as críticas de que a inédita denúncia de corrupção...

De acordo com o procurador, ninguém “passa recibo” para esse tipo de atividade ilícita, então o fundamental é “olhar a narrativa” e “apresentar indícios fortes” que liguem o denunciado ao crime.

Da Redação*

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, declarou neste sábado (11), em debate no 12 Congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que seria preciso uma “prova satânica, quase impossível” para selar definitivamente a ligação entre Michel Temer e a mala com R$ 500 mil carregada por seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

Foi assim que Janot rebateu as críticas de que a inédita denúncia de corrupção passiva contra um presidente em exercício, que apresentou na segunda (26), é frágil —faltaria a “prova cabal” para associar o peemedebista ao dinheiro.

Janot fez um trocadilho com “prova diabólica”, termo jurídico que significa prova excessivamente difícil de ser produzida.

O problema é que ninguém “passa recibo” para esse tipo de atividade ilícita, então o fundamental é “olhar a narrativa” e “apresentar indícios fortes” que liguem o denunciado ao crime.

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Já há 20, 25 anos, em começo de carreira na Procuradoria, ele e colegas se questionavam sobre o tema, contou. “Não é possível que, para pegar um picareta, tenho que tirar fotografia do sujeito tirando carteira do bolso do outro. Esse tipo de prova é satânica, quase impossível.”

*Com informações da Folha

Foto: José Cruz/EBC/FotosPúblicas

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