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21 de fevereiro de 2019, 08h51

Jean Wyllys diz não confiar em Moro para investigar ameaças contra ele e acusa clã Bolsonaro

“Não confio na disposição dele (Moro) em chegar ao fundo de lodaçal, pois estou convicto de que, no fundo desse esgoto, estão pessoas ligadas à família que lhe convidou pra ser ministro da Justiça", disse Jean

Reprodução/Facebook
Em entrevista a Guilherme Genestreti, na edição desta quinta-feira (21) da Folha de S.Paulo, o ex-deputado federal pelo PSol, Jean Wyllys, que deixou o mandato após receber diversas ameaças, disse que não confia no Ministro da Justiça, Sergio Moro, para conduzir as investigações sobre os atos contra ele. “Não confio na disposição dele em chegar ao fundo de lodaçal, pois estou convicto de que, no fundo desse esgoto, estão pessoas ligadas à família que lhe convidou pra ser ministro da Justiça”, disse Jean, que ainda cobrou posição do ministro sobre as supostas relações entre o clã Bolsonaro e as milícias...

Em entrevista a Guilherme Genestreti, na edição desta quinta-feira (21) da Folha de S.Paulo, o ex-deputado federal pelo PSol, Jean Wyllys, que deixou o mandato após receber diversas ameaças, disse que não confia no Ministro da Justiça, Sergio Moro, para conduzir as investigações sobre os atos contra ele.

“Não confio na disposição dele em chegar ao fundo de lodaçal, pois estou convicto de que, no fundo desse esgoto, estão pessoas ligadas à família que lhe convidou pra ser ministro da Justiça”, disse Jean, que ainda cobrou posição do ministro sobre as supostas relações entre o clã Bolsonaro e as milícias no Rio de Janeiro. “Ou ele continua calado?”.

Quase um mês após renunciar ao mandato e percorrendo a Europa denunciando em palestras a situação no Brasil, Jean Wyllys, disse ainda que “nem todo mundo está contaminado pelo vírus da burrice e do preconceito que infectou o novo governo do Brasil e parte dos eleitores que o aplaudem”.

Para ele, diante do quadro atual, as “esquerdas têm a obrigação de deixarem as divergências de lado e se unirem num projeto comum contrário a esse horror. E têm que fazer isso sem tratar as reivindicações dos movimentos negro, LGBT e de mulheres como algo menor ou irrelevante, porque não são.”

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Leia a entrevista na íntegra.

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