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08 de setembro de 2017, 16h42

Joesley comprou silêncio de delator por R$ 100 milhões em “pacto”

Funaro conta que ele e o dono da JBS firmaram um acordo de proteção mútua e que valor seria pago em parcelas. Até entregar o doleiro, Batista tinha repassado R$ 4,6 milhões. Da Redação Em novo trecho da delação de Lúcio Funaro, o doleiro afirma que, em dezembro de 2015, alguns dias depois da Polícia Federal ter feito apreensões nos endereços dele, Joesley Batista o chamou para uma conversa em São Paulo. Segundo disse, o dono da JBS estava preocupado com o avanço das investigações sobre Funaro e as possíveis consequências, que tornariam públicas suas relações criminosas com o PMDB...

Funaro conta que ele e o dono da JBS firmaram um acordo de proteção mútua e que valor seria pago em parcelas. Até entregar o doleiro, Batista tinha repassado R$ 4,6 milhões.

Da Redação

Em novo trecho da delação de Lúcio Funaro, o doleiro afirma que, em dezembro de 2015, alguns dias depois da Polícia Federal ter feito apreensões nos endereços dele, Joesley Batista o chamou para uma conversa em São Paulo. Segundo disse, o dono da JBS estava preocupado com o avanço das investigações sobre Funaro e as possíveis consequências, que tornariam públicas suas relações criminosas com o PMDB de Michel Temer e Eduardo Cunha.

Neste encontro que aconteceu na casa de Joesley, ele e Funaro selaram um “pacto de proteção mútua”. Segundo o doleiro, Joesley se comprometeu a pagar R$ 100 milhões em troca de seu silêncio. O dono da JBS seguiu o acordo e começou a fazer os pagamentos em parcelas, por meio de irmãos de Funaro. Foram repassados R$ 4,6 milhões, até que o próprio Joesley Batista decidiu virar delator e entregou Lúcio Funaro.

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Compra de votos do impeachment

Segundou contou em depoimento, o ex-deputado e o então vice-presidente Michel Temer “confabulavam diariamente” desde o início da tramitação do pedido de impeachment que veio a derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

Funaro disse ainda que, na véspera da votação em que a Câmara dos Deputados aprovou o processo contra Dilma, Cunha enviou uma mensagem a ele perguntando sobre a disponibilidade de recursos para comprar os votos necessários para que o Congresso aprovasse o impeachment. Sem outros detalhes, Funaro afirma que disponibilizou o dinheiro para tal finalidade.

*com informações da Veja
Foto: Reprodução/TV Globo e Rovena Rosa/Agência Brasil

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