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26 de junho de 2019, 22h26

Jornal Nacional faz longa matéria sobre ‘laranjal’ do PSL, partido de Bolsonaro

O jornalístico de maior audiência do país, ao veicular matéria que mostra um esquema do PSL de uso de "laranjas" para encobrir suposto caixa dois, só "esqueceu" de citar que o partido em questão é a legenda do presidente da República

Reprodução/TV Globo
O ‘Jornal Nacional’ da Globo, jornalístico de maior audiência do país, veiculou na noite desta quarta-feira (26) uma longa matéria sobre um esquema para encobrir recursos supostamente ilícitos para a campanha eleitoral do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Diferente do esquema de candidaturas laranjas do partido, que vem sendo investigado desde o início do ano, a reportagem desnudou um outro esquema que usa não candidatos, mas apoiadores de campanha como “laranjas” para encobrir recursos supostamente ilegais. Na matéria, foram entrevistadas pessoas do Rio de Janeiro e do Mato Grosso que trabalharam nas campanhas de candidatos a deputado e que...

O ‘Jornal Nacional’ da Globo, jornalístico de maior audiência do país, veiculou na noite desta quarta-feira (26) uma longa matéria sobre um esquema para encobrir recursos supostamente ilícitos para a campanha eleitoral do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Diferente do esquema de candidaturas laranjas do partido, que vem sendo investigado desde o início do ano, a reportagem desnudou um outro esquema que usa não candidatos, mas apoiadores de campanha como “laranjas” para encobrir recursos supostamente ilegais.

Na matéria, foram entrevistadas pessoas do Rio de Janeiro e do Mato Grosso que trabalharam nas campanhas de candidatos a deputado e que receberam recursos em dinheiro por serviços prestados, mas que constam na declaração de contas à Justiça Eleitoral com “doação”. Também foi observada a situação contrária, pessoas que trabalharam de forma voluntária mas que, na declaração de contas do PSL, constam como pessoas que receberam pelos serviços. Os serviços em questão, que são legais, vão desde distribuição de santinhos (panfletagem) até o aluguel de automóveis ou equipamentos.

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De acordo com especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional, trata-se de uma maneira de empresas proibidas de doar para campanhas eleitorais maquiarem a origem dos recursos. Essas empresas repassariam o dinheiro para o candidato ou partido “por fora” e os recursos entrariam no CPF de apoiadores “laranjas”.

A grande suspeita é que o esquema tenha sido utilizado para encobrir caixa 2.

Ao longo de seis minutos de reportagem – uma das mais extensas desta edição -, no entanto, não foi citado, em momento algum, que o partido em questão é a legenda do presidente da República.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi o único do clã Bolsonaro citado na matéria, isso porque ele é presidente estadual do PSL. Na nota enviada à reportagem, o filho do presidente informou que cada candidato é responsável por sua prestação de contas à Justiça Eleitoral e frisou que sua legenda tomará as medidas cabíveis caso as irregularidades sejam confirmadas.

 

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