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13 de fevereiro de 2019, 06h48

Juan Guaidó “autoriza” invasão da Venezuela via fronteiras no próximo dia 23

Guaidó "autorizou" a entrada da "ajuda humanitária" dos Estados Unidos no país. Presidente eleito, Nicolás Maduro considera a operação humanitária a porta de entrada para uma intervenção militar americana

Nicolás Maduro e Juan Guaidó (Montagem)
Apoiado por Jair Bolsonaro (PSL) e Donald Trump, Juan Guaidó, que tenta dar um golpe e assumir o poder na Venezuela, definiu nesta terça-feira (12), a data da invasão do próprio país: 23 de fevereiro. Em ato em Caracas, Guaidó “autorizou” a entrada da “ajuda humanitária” dos Estados Unidos no país e disse aos militares que não bloqueiem o comboio. Presidente eleito, Nicolás Maduro considera a operação humanitária a porta de entrada para uma intervenção militar americana. “A ajuda humanitária entrará na Venezuela quer queiram, quer não, porque o usurpador vai ter de ir embora da Venezuela”, disse Guaidó, em...

Apoiado por Jair Bolsonaro (PSL) e Donald Trump, Juan Guaidó, que tenta dar um golpe e assumir o poder na Venezuela, definiu nesta terça-feira (12), a data da invasão do próprio país: 23 de fevereiro.

Em ato em Caracas, Guaidó “autorizou” a entrada da “ajuda humanitária” dos Estados Unidos no país e disse aos militares que não bloqueiem o comboio. Presidente eleito, Nicolás Maduro considera a operação humanitária a porta de entrada para uma intervenção militar americana.

“A ajuda humanitária entrará na Venezuela quer queiram, quer não, porque o usurpador vai ter de ir embora da Venezuela”, disse Guaidó, em referência Maduro. “Não é a primeira vez que a Venezuela vai se livrar de um tirano, esperamos que seja a última.”

Em entrevista à CNN, Maduro disse que a escassez de alimentos e medicamentos está sendo usada por Washington e pela oposição para dizer que em seu país há uma crise humanitária e, assim, justificar uma intervenção militar.

Guaidó, que tem o apoio de cerca de 50 países como presidente interino da Venezuela, não detalhou como a entrada e a distribuição de ajuda aconteceria.

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Ele pediu que 250 mil pessoas se voluntariem para uma caravana e disse ainda que promulgará uma “ordem direta” às Forças Armadas para que permitam a entrada da assistência — embora não haja sinais de que os militares se inclinem a desobedecer a Maduro.

Maduro, que chama de “show político” a chegada de ajuda, nega uma “emergência humanitária” e atribui a falta de medicamentos e alimentos a uma “guerra econômica” da direita e a duras sanções americanas.

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