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22 de fevereiro de 2019, 14h56

Juíza concede prisão domiciliar por “questão humanitária” à delegada condenada por tortura

Ex-delegada foi condenada por torturar três inocentes e “plantar” provas na residência de um deles em investigação sobre triplo homicídio no caso que ficou conhecido como 113 sul, em Brasília

A juíza Leila Cury e a ex-delegada Martha Geny Vargas Borraz (Reprodução)
Coluna do jornalista Frederico Vasconcelos, na edição desta sexta-feira (22) da Folha de S.Paulo, informa que a juíza Leila Cury, titular da Vara de Execução Penal do Distrito Federal, deferiu pedido de prisão domiciliar humanitária à delegada Martha Geny Vargas Borraz, condenada pelos crimes de tortura, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional, em julgamento realizado em 5 de abril de 2018. A pena foi fixada em 16 anos e 12 dias de reclusão. Martha Vargas foi a delegada responsável pelo início das investigações do triplo homicídio ocorrido na quadra 113 da Asa Sul, em Brasília, em 2009. Na ocasião,...

Coluna do jornalista Frederico Vasconcelos, na edição desta sexta-feira (22) da Folha de S.Paulo, informa que a juíza Leila Cury, titular da Vara de Execução Penal do Distrito Federal, deferiu pedido de prisão domiciliar humanitária à delegada Martha Geny Vargas Borraz, condenada pelos crimes de tortura, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional, em julgamento realizado em 5 de abril de 2018. A pena foi fixada em 16 anos e 12 dias de reclusão.

Martha Vargas foi a delegada responsável pelo início das investigações do triplo homicídio ocorrido na quadra 113 da Asa Sul, em Brasília, em 2009. Na ocasião, foram vitimados o casal José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes Villela e sua empregada doméstica, Francisca Nascimento Silva.

Após suspeitas em torno do direcionamento das apurações, foram iniciadas investigações próprias pelo Ministério Público.

Segundo a denúncia do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), a ex-delegada praticou uma série de crimes para acusar três pessoas inocentes como sendo os autores do triplo homicídio.

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Além de agir em parceria com uma pessoa que se autodeclarava vidente, Martha torturou os três inocentes e “plantou” provas na residência de um deles, ainda segundo a denúncia.

A defesa de Martha Vargas apresentou pedido para que fosse concedida a prisão domiciliar humanitária à sentenciada, a fim de que pudesse cuidar de seu irmão João Batista Vargas Borraz, que, conforme documentos e provas apresentados, é portador de epilepsia e retardo mental.

A juíza entendeu que “a pena corporal pela qual a sentenciada foi presa está gerando reflexos negativos no irmão dela João Batista, de quem é representante legal e na empregada doméstica Celina”.

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