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02 de maio de 2019, 17h12

Justiça da Venezuela manda prender o líder oposicionista Leopoldo López

Ex-deputado, que cumpria prisão domiciliar desde 2017, foi "libertado" durante a tentativa de golpe liderada por Juan Guaidó mas, diante do fracasso do levante, pediu asilo político na embaixada da Espanha em seu país

Reprodução
Dois dias após a tentativa fracassada da oposição de derrubar o presidente Nicolás Maduro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela determinou, nesta quinta-feira (02), a prisão do ex-deputado Leopoldo López. Em prisão domiciliar desde 2017, o líder oposicionista foi  “libertado” na última terça-feira (30) em meio a intentona golpista liderada pelo deputado Juan Guaidó, que se “autoproclamou” presidente interino do país. “O 5º Tribunal de Primeira Instância da aérea metropolitana de Caracas revogou a medida de prisão domiciliar do cidadão Leopoldo López por violá-la flagrantemente”, diz nota divulgada pelo TSJ. A decisão da Justiça venezuelana prevê que López...

Dois dias após a tentativa fracassada da oposição de derrubar o presidente Nicolás Maduro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela determinou, nesta quinta-feira (02), a prisão do ex-deputado Leopoldo López. Em prisão domiciliar desde 2017, o líder oposicionista foi  “libertado” na última terça-feira (30) em meio a intentona golpista liderada pelo deputado Juan Guaidó, que se “autoproclamou” presidente interino do país.

“O 5º Tribunal de Primeira Instância da aérea metropolitana de Caracas revogou a medida de prisão domiciliar do cidadão Leopoldo López por violá-la flagrantemente”, diz nota divulgada pelo TSJ. A decisão da Justiça venezuelana prevê que López volte a cumprir sua pena de 13 anos de prisão na cadeia.

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“É um feito público, notório e comunicacional a violação por parte de Leopoldo López da medida de prisão domiciliar”, informou o tribunal.

O ex-deputado, que andou normalmente pelas ruas em meio às manifestações convocadas por Guaidó contra o governo de Maduro, pediu asilo político na embaixada da Espanha em seu país ao constatar que os planos da oposição haviam fracassado.

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Ele havia sido condenado à prisão em 2015 por envolvimento em atos violentos que causaram 43 mortes decorrentes dos protestos antigoverno realizados em 2014.

*Com informações do Opera Mundi 

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