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17 de junho de 2019, 22h51

Justiça de SC manda gráfica indenizar igreja que ganhou fama de caloteira

Igreja teve danos morais triplicados em recurso contra gráfica que registrou por engano dívida de pouco mais de R$ 4.000

Igreja Presbiteriana de Caçador/SC (Reprodução/Google Street View)
A Justiça de Santa Catarina condenou uma gráfica a indenizar, por danos morais, a Igreja Presbiteriana de Caçador em R$ 15 mil. A gráfica já tinha sido condenada em primeira instância a ressarcir R$ 5 mil, mas a igreja entrou com recurso por ter ficado “abalada e tida como caloteira”. O desembargador André Luiz Dacol, da 6.ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, triplicou o valor a ser pago em decisão do último dia 4 de junho. Em outubro de 2014, a igreja da cidade de 80 mil habitantes e localizada a 386 km de Florianópolis foi...

A Justiça de Santa Catarina condenou uma gráfica a indenizar, por danos morais, a Igreja Presbiteriana de Caçador em R$ 15 mil. A gráfica já tinha sido condenada em primeira instância a ressarcir R$ 5 mil, mas a igreja entrou com recurso por ter ficado “abalada e tida como caloteira”. O desembargador André Luiz Dacol, da 6.ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, triplicou o valor a ser pago em decisão do último dia 4 de junho.

Em outubro de 2014, a igreja da cidade de 80 mil habitantes e localizada a 386 km de Florianópolis foi intimada pelo 2º Tabelionato de Notas e Protestos de Caçador para satisfazer um débito no valor de R$ 4.430. Como a dívida não procedia, a igreja não a pagou, e acabou sendo registrada na Serasa.

Segundo os advogados da igreja, a situação “gerou grande abalo ao seu crédito e à imagem, principalmente dentre seus fiéis, que passaram a acreditar, com a publicidade dada aos protestos, ser a sua igreja efetivamente má pagadora de contas”. A instituição, afirmam, ganhou fama de caloteira, afetando, inclusive, o recebimento do dízimo de fiéis.

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Em defesa, a gráfica reconheceu que realmente foi emitido um boleto duplicado em nome da igreja por engano, que não houve má-fé e que todas as providências para o cancelamento foram imediatamente tomadas. A empresa também apelou pedindo a improcedência da ação.

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