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15 de novembro de 2018, 10h41

Justiça suíça aponta suspeita de R$ 43,2 milhões em financiamento ilegal para o PSDB

Documentos internacionais apontam, pela primeira vez, a suspeita de que a movimentação dessa quantia, bloqueada em contas bancárias no país europeu, tenha sido usada em financiamento de uma campanha presidencial dos tucanos

Foto: Reprodução O PSDB continua em seu “inferno astral”. Depois de uma performance quase insignificante nas últimas eleições, agora se vê às voltas com a Justiça suíça. Documento oficial menciona, pela primeira vez, suspeitas sobre o financiamento de uma campanha presidencial dos tucanos, ao citar uma solicitação de cooperação judicial entre o Brasil e o país europeu. O objetivo da investigação, de acordo com Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo, é apurar uma movimentação de R$ 43,2 milhões bloqueados em contas na Suíça. As informações estão em uma decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça, de 26 de setembro...

Foto: Reprodução

O PSDB continua em seu “inferno astral”. Depois de uma performance quase insignificante nas últimas eleições, agora se vê às voltas com a Justiça suíça. Documento oficial menciona, pela primeira vez, suspeitas sobre o financiamento de uma campanha presidencial dos tucanos, ao citar uma solicitação de cooperação judicial entre o Brasil e o país europeu. O objetivo da investigação, de acordo com Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo, é apurar uma movimentação de R$ 43,2 milhões bloqueados em contas na Suíça.

As informações estão em uma decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça, de 26 de setembro de 2018, que rejeitou recursos dos suspeitos para evitar que o processo de cooperação fosse adiante. No entanto, por estar sob investigação, os nomes dos envolvidos são mantidos em sigilo.

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O documento aponta que, em 27 de junho de 2017, o Ministério Público Federal brasileiro, solicitou assistência judicial à Suíça “em um processo criminal instaurado contra B. e outros por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva”. A letra “B” corresponde a um suspeito, com nome em sigilo, mas não tem relação com a inicial do nome.

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De acordo com o tribunal da Suíça, o pedido de ajuda do Brasil se refere a pessoas que seriam “suspeitas de terem concordado que o grupo C. deveria pagar, em troca da implementação de um contrato de empréstimo celebrado por eles com D, o dinheiro para financiar a campanha presidencial do PSDB”. Os grupos C e D são empresas que também têm seus nomes protegidos pela Justiça.

 

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