DISCURSO DE ÓDIO

Elon Musk incita violência contra as LGBT+ ao distorcer pesquisa

O empresário usou as redes sociais para afirmar que é "preciso proteger as crianças" da influência de pessoas não heterossexuais

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O empresário Elon Musk, proprietário da plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter) e da montadora de carros elétricos Tesla, usou as redes sociais para distorcer o resultado de uma pesquisa sobre as transformações de gênero entre a infância e a vida adulta e atacar a comunidade LGBT+.

O que diz a pesquisa compartilhada por Elon Musk? Trata-se de um estudo realizado por pesquisadores holandeses que acompanharam mais de 2.700 crianças de 11 a vinte e poucos anos, e a cada três anos os participantes do levantamento eram questionados sobre o gênero que lhes foi designado no momento de seu nascimento.

Os resultados do levantamento mostraram que uma em cada 10 crianças (11%) expressava "não contentamento de gênero" em diferentes graus. Mas, aos 25 anos, apenas uma em cada 25 (4%) disse que "frequentemente" ou "às vezes" estava descontente com seu gênero.

De acordo com informações do jornal Daily Mail, os pesquisadores concluíram o seguinte: "Os resultados do estudo atual podem ajudar os adolescentes a perceberem que é normal ter algumas dúvidas sobre sua identidade e identidade de gênero durante esse período de idade e que isso também é relativamente comum".

Mas, o que Elon Musk entendeu? Que as crianças possuem dúvidas sobre suas respectivas sexualidades e gêneros por causa de uma suposta influência e que é preciso "proteger a todo custo". Proteger de quem? O sujeito oculto da afirmativa de Musk são as pessoas LGBT+, logo, sua declaração incita à violência.

"Não me importo que os adultos façam o que quiserem, desde que não prejudiquem os outros, mas as crianças precisam ser protegidas a todo custo", escreveu Musk.

A íntegra dos resultados da pesquisa pode ser conferida aqui.

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