TRANSFOBIA

Luana Piovani ataca atletas transexuais: "sou contra"

A atriz usou as redes sociais para declarar apoio a medidas transfóbicas no mundo dos esportes

Luana Piovani ataca atletas transexuais: "sou contra".Créditos: Reprodução redes sociais
Escrito en LGBTQIAP+ el

A atriz Luana Piovani, que às vezes costuma usar suas redes para defender causas nobres, como, por exemplo, alertar as pessoas e divulgar o projeto de lei em discussão no Senado que visava privatizar as praias.

No entanto, Piovani esbanjou transfobia em seu perfil no Instagram ao compartilhar uma matéria sobre a atleta trans Lia Thomas, que sofreu derrotas judiciais e não poderá participar de provas de natação feminina de elite e, consequentemente, está fora das Olimpíadas.

Ao compartilhar uma matéria sobre a exclusão de Lia Thomas da competição feminina de natação nas Olimpíadas, escreveu a seguinte legenda: "Sou contra trans competirem com mulheres cis". A declaração de Piovani é um clássico da transfobia, pois não reconhece a identidade de gênero de mulheres e homens trans.

Entenda o caso de Lia Thomas

A nadadora Lia Thomas ganhou popularidade ao se tornar a primeira atleta trans a se tornar campeã universitária nos EUA nas 500 jardas livres.

No entanto, a conquista de Lia Thomas se tornou alvo de contestação por suas adversárias e pelo fato de que as outras nadadoras se recusaram a subir no pódio com Thomas.

Porém, o périplo de Lia Thomas contra a transfobia estrutural estava apenas no começo. Ela moveu um processo contra a World Aquatics (Federação Internacional de Esportes Aquáticos) para derrubar uma norma que impede que mulheres trans compitam em divisões femininas.

A ação de Lia Thomas foi rejeitada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que afirmou que a atleta 'não é elegível para questionar a decisão da World Aquatics'.

O que diz a regra da World Aquatics? Somente mulheres trans que fizeram a transição antes dos 12 anos ou antes das primeiras etapas da puberdade podem competir na elite de natação. Dessa maneira, a regra não permite que mulheres que passaram pela puberdade masculina, caso de Lia Thomas, participem de competições femininas.