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15 de fevereiro de 2020, 08h59

Corpo de travesti é encontrado acorrentado à cachoeira no interior do Ceará

Corpo de Monike Matias Chagas foi encontrado um dia antes de a morte da travesti Dandara dos Santos completar três anos. Dandara foi agredida com socos, chutes e pauladas e assassinada a tiros em Fortaleza

Foto: G1/ Arquivo pessoal

O corpo de Monike Matias Chagas, de 25 anos, foi encontrado acorrentado a uma cachoeira em Missão Velha, interior do Ceará, na última sexta-feira (14), com sinais de tortura.

A travesti estava acorrentada e com cordas amarradas ao pescoço, parcialmente submersa. O delegado Ronaldo Leite informou ao G1 que as correntes estavam presas por um cadeado na altura da cintura e havia um recipiente com óleo próximo ao local.

A vítima só foi identificada quando familiares procuraram a delegacia da cidade vizinha de Juazeiro do Norte, e a reconheceram por fotos. O corpo foi retirado da água por forças de segurança e auxílio dos moradores locais. Monike morava no Sítio Cajueirinho, em Juazeiro do Norte.

Em nota, a polícia informou sobre a investigação, segundo o portal CNews: “A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também esteve no local, onde auxiliou nos trabalhos policiais. Diligências estão em andamento visando identificar as circunstâncias do fato”.

O corpo de Monike Matias Chagas foi encontrado um dia antes de a morte da travesti Dandara dos Santos completar três anos. Dandara foi agredida com socos, chutes e pauladas e assassinada a tiros em Fortaleza.

O Ceará é o segundo estado com mais homicídios de pessoas trans. Foram 11 casos registrados em 2019, segundo o “Dossiê: assassinatos e violência contra travestis e transexuais brasileiras em 2019”, o elaborado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra). O estado fica atrás apenas de São Paulo, onde ocorreram 21 mortes.

Na última quarta-feira (12), os jovens Maria da Conceição de Sousa, 19, e Antônio Samuel Silva Santos, 22, foram mortos em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ambos eram homossexuais. Os casos mobilizam a comunidade LGBT do estado na luta contra a violência.


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