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17 de julho de 2018, 17h10

Em Palmas, creche “Arco-íris” muda de nome a pedido de vereador: “Promove o homossexualismo”

Vereador do PSC conseguiu aprovar um projeto para mudar o nome da creche que tinha sido escolhido pela comunidade local por, na sua opinião, fazer "apologia" à causa LGBT, que usa as cores do arco-íris em sua bandeira; termo usado pelo vereador - "homossexualismo" - caiu em desuso e é considerado ofensivo para homossexuais

Foto: Reprodução/Twitter

Vem causando revolta entre a população de Palmas (TO) e internautas nas redes socais a mudança do nome de uma creche anunciada pela prefeitura. A Creche Arco-íris, uma das seis novas unidades de educação infantil que ainda estão em construção, passará a se chamar Romilda Budke Guarda. O antigo nome havia sido escolhido pela comunidade local. O novo nome, por sua vez, foi publicado no último dia 9 de julho no Diário Oficial do Município.

A mudança de nome veio a partir de um projeto de lei – sancionado pela prefeitura – do vereador Filipe Martins (PSC), que acredita que a palavra “arco-íris” promova o “homossexualismo”.

“O grupo LGBTI tem usado bastante a bandeira do Arco-íris. Eles usam como símbolo deles. Então para não ter uma bandeira fizemos a substituição, que é de direito do vereador. Já que essa bandeira tem apologia do homossexualismo e estaria dentro de um centro infantil, fizemos a alteração. Mas não tenho nada contra o homossexualismo”, disse, em entrevista a uma emissora local, o vereador cristão. Martins, no entanto, só se esqueceu de que até igrejas usam o símbolo do arco-íris e que as cores da bandeira LGBTI, ainda que façam referência ao fenômeno da natureza, representam a diversidade.

Nas redes sociais, internautas ironizaram o argumento do vereador. “De acordo com o vereador/pastor, o Arco-Íris promove o ‘homossexualismo’ e por isso não deveria ser nome da creche. Ele também vai proibir as atividades dessa igreja que se baseia na doutrina de princípios pentecostais e que tem como símbolo, um arco-íris?”, postou um usuário do Twitter.

Termo ofensivo

Além de demonstrar intolerância, o vereador ainda usou um termo, para justificar seu projeto de lei que mudou o nome da creche, que caiu em desuso e é considerado ofensivo para os homossexuais. A palavra “homossexualismo” era utilizada na década de 70, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerava a homossexualidade – termo correto – um distúrbio. O sufixo “ismo” é associado a doenças e fanatismos religiosos. Há décadas que a palavra “homossexualismo” caiu em desuso, tal como a patologização da homossexualidade.

 


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