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22 de setembro de 2019, 21h29

Mesmo sob chuva, Parada LGBT do Rio de Janeiro prega resistência

Com discurso firme contra os governos de Bolsonaro, Witzel e Crivella, as LGBTs enfrentaram a chuva e fizeram a 24ª edição da Parada LGBTI+ de Copacabana

Foto: Lucas Azevedo

Menos de um mês depois do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tentar censurar livros com temática LGBT na Bienal do Livro da capital carioca, a Praia de Copacabana recebeu a 24ª edição da Parada LGBTI+ do Rio. Com críticas aos governos do presidente Jair Bolsonaro, do governador Wilson Witzel e do prefeito Crivella, as LGBTs ocuparam a praia mesmo sob a forte chuva que atingiu a cidade neste domingo (22).

“A parada LGBT do Rio é um momento histórico. Faz parte do calendário de lutas da cidade. É muito importante que tenha tanta gente LGBT que consiga ocupar as ruas e esse está com um discurso muito politizado, todas as falas estão sendo contra o governo Bolsonaro, contra o governo Witzel, contra o governo do Crivella”, é o que diz Ana Beatriz Duarte, estudante de História da UFRJ e diretora LGBT da União Estadual dos Estudantes do Rio (UEE-RJ).

A estudante Ana Beatriz na 24ª Parada LGBT | Foto: Lucas Azevedo

A jovem ajudou na organização da Parada e contou à Fórum que essa edição, sem dúvidas, foi marcada por um discurso politizado, haja vista o tema, que foi “Pela Democracia, Liberdade e Direitos: Ontem, Hoje e Sempre”. A 24ª Parada LGBT do Rio ainda comemorou os 40 anos do movimento LGBT no Brasil.

Foto: Reprodução

Victor Romero, estudante de Ciências Sociais da UERJ, conta que foi nas edições de 2016, 2017 e 2018, mas que esta tem uma simbologia maior devido ao governo do presidente Jair Bolsonaro. “Apesar de estar um pouco mais vazia pela chuva, eu acho que a Parada deste ano é de extrema importância porque a gente está tendo um governo extremamente conservador e faz 40 anos que o movimento LGBTI começou no Brasil”, declarou.

Foto: Lucas Azevedo

Para Ana Beatriz e Victor, a parada é muito importante para mostrar a existência e a resistência das LGBTs. “É importante mostrar aqui que a gente existe, que a gente resiste e que a gente tem orgulho de ser quem a gente é”, declarou Victor.

“É só ocupando as ruas com muita festa com muita organização que as LGBT vão conseguir dar um recado para esse governo que quer acabar com as nossas vidas”, finalizou Ana Beatriz.

Foto: Lucas Azevedo


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