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17 de dezembro de 2018, 19h48

ONG promove casamento coletivo LGBT para garantir direito antes do governo Bolsonaro

38 casais LGBT participaram do casamento coletivo realizado pela ONG Casa 1 em São Paulo; ideia é garantir a união legal antes do início do governo de Jair Bolsonaro, que se comprometeu a promover "o verdadeiro sentido do matrimônio, como união entre homem e mulher”.

Foto: Divulgação/Casa 1

38 casais LGBTs participaram neste domingo (16), em São Paulo, de um casamento coletivo que oficializou suas uniões. O evento foi promovido pela ONG Casa 1, que acolhe pessoas LGBTs que foram expulsas de casa e funciona como centro cultural.

Para viabilizar o casamento, a ONG lançou no início do mês um financiamento coletivo na internet. Ao todo, foram arrecadados R$47.045, que possibilitou uma festa, inclusive, com buffet.

De acordo com a ONG, o casamento coletivo teve como proposta possibilitar, para os casais que queriam, a antecipação da união legal antes do governo de Jair Bolsonaro. Conhecido por suas posições homofóbicas, o presidente eleito chegou a se comprometer com uma entidade católica, em um documento assinado, a  promover “o verdadeiro sentido do matrimônio, como união entre homem e mulher”.

Para a Casa 1, há uma possibilidade do direito ao casamento LGBT, com Bolsonaro, ser “tomado”.

“As 76 pessoas que estiveram aqui para celebrar o amor e se posicionar politicamente perante do futuro sombrio que está por vir brilharam como nunca”, diz um texto divulgado nas redes sociais da ONG após o casamento.

O direito ao casamento entre pessoas do mesmos sexo no Brasil não é garantido por lei, mas a união é considerada legal baseada em um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011 e uma decisão de 2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que criaram a jurisprudência.

 


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