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19 de dezembro de 2019, 23h37

Reviravolta: Delegada recua e diz que ataque a Karol Eller não teve motivação homofóbica

Adriana Belém pensa em indiciar Karol e sua namorada, a policial civil Suellen Silva dos Santos, por denunciação caluniosa

Karol Eller - Foto: Reprodução

A delegada Adriana Belém, responsável pelo caso de agressão sofrida pela youtuber bolsonarista, Karol Eller, mudou de opinião após colher os depoimentos de funcionários do quiosque da orla da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, local da briga. A conclusão é que não houve motivação homofóbica, de acordo com informações de O Globo.

Adriana, titular da 16ª DP, declarou, em entrevista à Época, nesta quinta-feira (19), que Alexandre da Silva, o acusado, não será mais investigado pelo crime de injúria por preconceito, mas por lesão corporal.

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A delegada pensa, ainda, em indiciar Karol e sua namorada, a policial civil Suellen Silva dos Santos, por denunciação caluniosa.

Na avaliação da delegada, as versões apresentadas pelos funcionários do quiosque coincidem com a descrição feita pelo acusado sobre o episódio. Eles ratificaram que Karol Eller portou uma arma, que, inclusive, chegou a colocar na cintura.

Os empregados do quiosque também confirmaram que a youtuber iniciou a briga e parecia estar alterada, no momento em que tomou a iniciativa de brigar com o acusado.

“Existem dois crimes sendo apurados, a lesão corporal e a injúria por preconceito. Mas este segundo já ficou descartado pelas testemunhas do quiosque e pelas imagens das câmeras de segurança do local”, afirmou Adriana Belém.

Confronto de versões

Em entrevista à Época, a youtuber disse: “Alguém que quer só se defender, não teria me espancado. Poderia se defender de outras mil formas possíveis. Ele me deu murros na cara, chutou meu rosto. Me deixou desmaiada no chão e fugiu do local do crime”.

“Ele assediou minha namorada. Disse palavras de baixo calão pra mim. Me chamou de sapatão. Me provocou dizendo: ‘Você não é homem? Você é muito macho?’”.

Alexandre da Silva rebateu: “Foi uma agressão mútua. Ela veio pra cima de mim, drogada. Sabe que uma pessoa drogada fica muito agressiva? Fica muito mais forte? Ela me agrediu, e eu a agredi. Foi isso que aconteceu e nada mais. Não a ofendi com palavras de baixo calão. A tratei com muito respeito”, declarou, negando a existência de uma atitude homofóbica.


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