Vereadora Erika Hilton é destaque na revista Times

A publicação estadunidense ressalta o fato da parlamentar ser a primeira mulher trans e negra eleita à Câmara Municipal de São Paulo

As últimas semanas foram de importantes conquistas para a vereadora Erika Hilton (PSOL-SP). Depois de ganhar o título de política negra brasileira mais influente do mundo em prêmio apoiado pela ONU (Mapid) numa lista que reúne cem afrodescendentes ao redor do mundo, Hilton revelou que foi entrevistada pela revista Time, uma das mais tradicionais dos EUA, nesta quinta-feira (14).

A reportagem mescla biografia e também destaca o fato de a parlamentar ter feito história ao se tornar a primeira mulher negra e trans a se eleger para a Câmara Municipal de São Paulo.

“Falar com Erika Hilton é como participar de seu próprio comício particular. Hilton, que em novembro passado se tornou a primeira mulher trans eleita para a prefeitura de São Paulo, fala alto e ritmicamente, as palavras saindo tão rápido que você acha que ela pode perder o controle. Mas ela nunca o faz; cada frase se transforma em um crescendo inspirador, seja ela falando sobre discriminação contra os negros ou memórias felizes da infância”, diz a matéria.

Em outro momento, a matéria destaca o fato de que “em 2018, ela concorreu com sucesso em uma candidatura conjunta com outras oito pessoas para uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Em seguida, ela saiu para se candidatar à Câmara municipal em 2020, ganhando mais votos do que qualquer outra candidata do país”. Em 2020, Hilton teve mais de 50 mil votos.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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