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24 de abril de 2018, 15h29

Livro reforça a solidariedade aos presos políticos do Paraguai

“Curuguaty – O combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade”, do gaúcho Leonardo Severo, será lançado nesta sexta-feira (27), na Livraria na Martins Fontes da Avenida Paulista

Leonardo Severo acrescenta que o livro denuncia a manipulação dos grandes conglomerados privados de comunicação em favor do capital, em particular dos latifundiários - Foto: Reprodução/YouTube
  O jornalista Leonardo Wexell Severo lança nesta sexta-feira (27), na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, o seu mais recente livro: “Curuguaty – O combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade”. Na obra, o autor faz uma análise da campanha internacional pela libertação dos camponeses de Curuguaty, condenados a até 35 anos de prisão por crimes que não cometeram, e do papel da solidariedade, que não considera somente “a mais bela das palavras” como “a única ação capaz de pressionar e fazer com que se faça justiça no país vizinho”. “Sem ampliarmos a mobilização internacional, Néstor...

 

O jornalista Leonardo Wexell Severo lança nesta sexta-feira (27), na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, o seu mais recente livro: “Curuguaty – O combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade”. Na obra, o autor faz uma análise da campanha internacional pela libertação dos camponeses de Curuguaty, condenados a até 35 anos de prisão por crimes que não cometeram, e do papel da solidariedade, que não considera somente “a mais bela das palavras” como “a única ação capaz de pressionar e fazer com que se faça justiça no país vizinho”. “Sem ampliarmos a mobilização internacional, Néstor Castro, Rubén Villalba, Luis Olmedo e Arnaldo Quintana continuarão pagando o preço de terem se insurgido em defesa da reforma agrária e contra a injustiça”, acredita.

Questionado sobre as diferenças desde com seu livro anterior – “Curuguaty, carnificina oara um golpe – O povo paraguaio em luta pela democracia e a soberania”, Severo destacou: “O fato é que esgotada a primeira edição do primeiro livro de abertura sobre o tema, me encontrei frente a um dilema. Na publicação anterior, havia sistematizado o que vi e ouvi ao longo dos anos em que participei como Observador Internacional do caso no Tribunal de Sentenças de Assunção, nas marchas, protestos e dezenas de encontros, para denunciar uma brutal injustiça. Agora, havia sido decidida uma pena completamente absurda e era preciso calibrar a pontaria para contribuir na campanha pela libertação imediata das vítimas, fortalecida com o recente projeto de Anistia. Nas palavras da deputada Rocio Casco, autora do projeto, os camponeses são presos políticos, “vítimas da corrupção e do tráfico de influência que dirigiram uma condenação anunciada, num julgamento de hipóteses fantasiosas em que as verdadeiras provas desapareceram”.

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Em função disso, ele ressalta que foi necessário atualizar o trabalho de denúncia feito em mais de meia década sobre o que ocorreu em Marina Kue, Curuguaty, em 15 de junho de 2012. “Ali houve um sangrento confronto provocado por mercenários, por franco-atiradores – com as digitais dos Estados Unidos – que invadiram aquele pequeno acampamento, e que levou à morte de seis policiais e 11 sem-terra e, em decorrência do acontecido, à deposição do presidente Fernando Lugo uma semana depois. Era preciso auxiliar, com mais eficiência, para fortalecer a rede de solidariedade aos camponeses presos, vergonhosamente sentenciados a penas de até 35 anos de cárcere. Como impedir que se perpetue esta terrível barbárie, cometida contra seres humanos cujo único “crime” foi o de lutar pela reforma agrária e conquistar uma terra para plantar e colher?”.

O autor acrescenta que o livro denuncia a manipulação dos grandes conglomerados privados de comunicação em favor do capital, em particular dos latifundiários, mostra como os seus interesses caminham interligados. “Este livro nasceu frente a tantos e tão descarados esforços dos vendilhões da pátria, sabotadores da integração latino-americana, em embutir a descrença na nossa capacidade individual e coletiva de identificação com os demais para conquistar a nova realidade. Ele foi publicado em artigos e reportagens na Revista Diálogos do Sul, nos jornais Hora do Povo e Brasil de Fato, e na Agência Carta Maior. Sem a parceria da nossa imprensa democrática e o apoio do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (CPC-UMES), esta empreitada teria sido impossível”.

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Leonardo Wexell Severo é gaúcho de Rosário do Sul. Membro do Conselho Consultivo do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, redator-especial do jornal Hora do Povo, colaborador da Revista Diálogos do Sul e da Agência Latino-Americana de Informação (Alai). Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, cursou Política e Economia na Escola Júlio Antonio Mella, em Havana-Cuba, sendo pós-graduado em Política Internacional pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. É autor dos livros “Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo” (Editora Limiar, 2008), “Latifúndio Midiota – Crimes, crises e trapaças” (Editora Papiro, 2012), “A CIA contra a Guatemala – Movimentos sociais, mídia e desinformação” (Editora Papiro, 2015) e “Curuguaty, carnificina para um golpe – O povo paraguaio em luta pela democracia e a soberania” (Editora Papiro, 2016).

O lançamento de “Curuguaty, o combate paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade” (Editora Papiro, 100 páginas, R$ 20) será nesta sexta-feira (27), das 18h30 às 21h30, na Livraria Martins Fontes, à Avenida Paulista, 509, ao lado da estação de metrô Brigadeiro.

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