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04 de julho de 2019, 08h13

Lobby da indústria da mineração quer derrubar relatório da CPI de Brumadinho

O relatório segue agora para órgãos como Polícia Federal e Ministério Público

Foto: Lucas Hallel ASCOM/FUNAI
Empresários do setor de mineração são contra a ideia da criação de um regime de participação especial, em que as minas pagariam um percentual sobre a receita líquida, como ocorre com as petroleiras. A recomendação, resultado da CPI de Brumadinho, causou no setor a impressão que a medida busca punir a Vale, mas a eventual aprovação inviabilizaria outras operações no país, como a exploração de bauxita, diz Milton Rego, presidente da Abal (associação de alumínio). “Por que investir no Brasil, já que riscos de mesma natureza não sofrem o mesmo ônus em países como Chile, Peru, Austrália, Canadá?”, diz Luís Azevedo, da...

Empresários do setor de mineração são contra a ideia da criação de um regime de participação especial, em que as minas pagariam um percentual sobre a receita líquida, como ocorre com as petroleiras.

A recomendação, resultado da CPI de Brumadinho, causou no setor a impressão que a medida busca punir a Vale, mas a eventual aprovação inviabilizaria outras operações no país, como a exploração de bauxita, diz Milton Rego, presidente da Abal (associação de alumínio).

“Por que investir no Brasil, já que riscos de mesma natureza não sofrem o mesmo ônus em países como Chile, Peru, Austrália, Canadá?”, diz Luís Azevedo, da ABPM (associação de pesquisa mineral).

A CPI de Brumadinho foi encerrada na terça-feira (2). Ela foi criada para investigar o rompimento da barragem do córrego do Feijão que deixou mais de 240 mortos em janeiro.

O relatório segue agora para órgãos como Polícia Federal e Ministério Público.

Com informações do Painel S.A.

Veja também:  Em acordo, Vale promete indenização de R$ 700 mil a cada familiar das vítimas de Brumadinho

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