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05 de julho de 2019, 20h23

Lula: “O que deixa eles mais nervosos é saber que eles não conseguem acabar com o PT”

Em entrevista ao Sul21, ex-presidente falou sobre os rumos do partido e enalteceu quadros da legenda, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Tarso Genro

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Na terceira parte da entrevista concedida ao site Sul21 divulgada nesta sexta-feira (5), o ex-presidente Lula fez um balanço da atual situação de seu partido, o PT, e reforçou o orgulho que sente por sua legenda. Para Lula, o partido, apesar dos reveses que vem enfrentando nos últimos anos, continuará “no páreo”, e é o fato de os partidos que hoje compõem o governo não conseguirem destruir sua agremiação que os deixa “nervosos”. “O que eu acho que deixa eles mais nervosos é saber que eles não conseguem acabar com o PT. Nós estamos apanhando desde 2005. Não é pouca...

Na terceira parte da entrevista concedida ao site Sul21 divulgada nesta sexta-feira (5), o ex-presidente Lula fez um balanço da atual situação de seu partido, o PT, e reforçou o orgulho que sente por sua legenda.

Para Lula, o partido, apesar dos reveses que vem enfrentando nos últimos anos, continuará “no páreo”, e é o fato de os partidos que hoje compõem o governo não conseguirem destruir sua agremiação que os deixa “nervosos”.

“O que eu acho que deixa eles mais nervosos é saber que eles não conseguem acabar com o PT. Nós estamos apanhando desde 2005. Não é pouca coisa. Agora mesmo nas eleições de 2018, me tiraram da campanha e o Haddad teve 47 milhões de votos. O Haddad não ganhou porque inventaram algumas mentiras muito pesadas. Aquela do kit gay foi muito pesada. Mas eles sabem que o PT é forte, que é o maior e mais organizado partido do Brasil. Todo mundo é assim. Tem tempo que o Internacional é campeão, tem tempo que o Grêmio vira campeão. O PT vai ganhar e vai perder. Agora, pode ficar certo de uma coisa. O PT sempre estará no páreo. E o PT não troca de nome não por causa de uma denúncia. Se alguém nosso cometeu um erro, que pague pelo erro. Nós continuaremos a ser PT, a ter orgulho da nossa bandeira vermelha, da nossa estrela. Eu não confundo. O meu país é o Brasil, mas o meu partido é o PT”, afirmou.

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O ex-presidente, neste ponto da entrevista, ainda enalteceu quadros do partido, como Fernando Haddad e a deputada federal Gleisi Hoffmann, e defendeu que o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, componha a direção nacional da sigla.

“Nós vamos ter um congresso agora. Acho que o PT tem que se preocupar em escolher uma direção que esteja representada pelos melhores quadros brasileiros. Eu acho, por exemplo, que o Tarso Genro deveria voltar para a direção nacional do partido para participar do debate político. Não precisa ter uma tarefa na Executiva se não quiser, mas pode participar do debate. Acho também que o PT precisa trazer alguns intelectuais importantes para esse debate. É importante que ele não se dê somente entre os petistas militantes para que a gente consiga extrair o pensamento da sociedade para as nossas decisões”, afirmou.

O petista prosseguiu. “Todo mundo sabe que o Haddad saiu muito fortalecido da campanha e que ele é um quadro excepcional. O Haddad tem todas as qualidades que eu tenho sem ter os defeitos que eu tenho. Ele é muito mais competente e é um quadro muito experimentado. Acho que o Haddad tem um futuro muito promissor dentro do PT e fora do PT. A Gleisi é uma presidenta extraordinária, que valoriza muito a participação da mulher. O partido precisa fazer um conjunto de dirigentes com o que a gente tem de melhor. O que o PT precisa fazer também, e já está começando a fazer, é pegar o programa com que o Haddad disputou as eleições e transformá-lo em um conjunto de medidas, seja por meio de emendas constitucionais ou projetos de lei, para o debate das coisas que nós queremos que aconteçam no Brasil”, declarou.

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Confira a íntegra da terceira parte da entrevista de Lula ao Sul21 aqui.

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