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08 de novembro de 2016, 09h47

M.Officer é condenada por trabalho escravo e deverá pagar R$ 6 milhões em multa

Empresa dona da marca terceirizava confecção de peças de pequenas oficinas que utilizavam mão de obra boliviana em condições análogas a escrava.

Empresa dona da marca terceirizava confecção de peças de pequenas oficinas que utilizavam mão de obra boliviana em condições análogas à escravidão Por Redação A ação foi aberta por procuradores do Ministério Público do Trabalho e foi julgada pela juíza do Trabalho, Adriana Prado Lima, em primeira instância, que condenou a M5 Industria e Comércio, dona da marca M.Officer, a pagar R$ 6 milhões em multa por utilizar mão de obra análoga à escrava para a confecção de peças. A empresa terceirizava oficinas pequenas que mantinham trabalhares bolivianos em condições similares a de escravos. Em 2013, policiais, auditores fiscais e...

Empresa dona da marca terceirizava confecção de peças de pequenas oficinas que utilizavam mão de obra boliviana em condições análogas à escravidão

Por Redação

A ação foi aberta por procuradores do Ministério Público do Trabalho e foi julgada pela juíza do Trabalho, Adriana Prado Lima, em primeira instância, que condenou a M5 Industria e Comércio, dona da marca M.Officer, a pagar R$ 6 milhões em multa por utilizar mão de obra análoga à escrava para a confecção de peças.

A empresa terceirizava oficinas pequenas que mantinham trabalhares bolivianos em condições similares a de escravos. Em 2013, policiais, auditores fiscais e representantes do Ministério Público entraram em uma dessas oficinas e descobriram duas famílias, com duas crianças bolivianas e uma paraguaia vivendo em um ambiente sujo, com forte odor de urina e próximo das maquinas de costura sem proteção.

Os produtos neste local eram confeccionados exclusivamente para a M.Officer. Por intermédio do microempresário Carlos Fernando Nakvasas de Carvallho, as famílias recebiam moldes e peças modelo, bem como botões e assessórios para montar as roupas.

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O Ministério Público do Trabalho tentou resolver o problema por meio de assinatura de Termo de Ajuste de Conduta, mas a empresa negou vinculo com os trabalhadores. Em 2014, os procuradores foram atrás de mais provas e descobriram novas oficinas com trabalho análogo ao escravo. Condenada em primeira instância, a M.Officer ainda poderá recorrer.

Confira neste link a ação divulgada pela ONG Repórter Brasil.

Foto: divulgação

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