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11 de junho de 2016, 11h31

Machismo: Fiat gera revolta por incentivar ‘cantadas’ no trânsito

Manual lançado pela marca sugere uso da buzina para paquerar e recomenda que mulheres com saia curta usem o banco de trás para não desconcentrar o motorista; cartilha precisou ser retirada de circulação após protestos.

Manual lançado pela marca sugere uso da buzina para paquerar e recomenda que mulheres com saia curta usem o banco de trás para não desconcentrar o motorista; cartilha precisou ser retirada de circulação após protestos Por Redação A Fiat argentina precisou tirar de circulação um manual que incentivava ‘cantadas’ no trânsito. Entre as dicas, a cartilha sugere o uso da buzina para paquerar e recomenda que mulheres com saia muito curta ocupem o banco traseiro, para não desconcentrar o motorista. “Se a saia não é muito curta, mas o motorista tem a mão comprida, que também viaje atrás”, diz o texto. O...

Manual lançado pela marca sugere uso da buzina para paquerar e recomenda que mulheres com saia curta usem o banco de trás para não desconcentrar o motorista; cartilha precisou ser retirada de circulação após protestos

Por Redação

fiat1A Fiat argentina precisou tirar de circulação um manual que incentivava ‘cantadas’ no trânsito. Entre as dicas, a cartilha sugere o uso da buzina para paquerar e recomenda que mulheres com saia muito curta ocupem o banco traseiro, para não desconcentrar o motorista. “Se a saia não é muito curta, mas o motorista tem a mão comprida, que também viaje atrás”, diz o texto.

O teor preconceituoso do manual não para por aí. Em meio às recomendações de como aproveitar melhor o veículo, a marca manteve a ironia ao explicar sobre a utilização do ar condicionado. “Lembramos que do calorzinho podem ser tiradas vantagens como: induzir uma menina de quem você goste a tirar uma peça de roupa”.

Sobre as candidatas a “copiloto”, mais machismo: “Se não for muito boa em diálogo, deve saber algumas piadas ou, no caso de ser uma garota, ao menos ter pernas lindas”. O coletivo Ni una a menos usou sua página no Facebook para denunciar o caso, compartilhando fotos do panfleto. Após inúmeras críticas, a empresa lamentou o impacto negativo e afirmou que “nunca teve como objetivo faltar com respeito à comunidade”.

Veja também:  Vaza Jato: Dallagnol queria falar do PT, mas não de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Foto de capa: Divulgação

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