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21 de fevereiro de 2019, 10h18

Maduro reage com tropas à ação de Bolsonaro em operação sem precedentes no continente

“É claro que isso não será dito publicamente, mas a verdade é que o Brasil está preparado para tudo, inclusive para uma eventual ação militar”, disse uma fonte

Foto: Reprodução
O inesperado anúncio de participação brasileira na entrega da ajuda internacional à Venezuela prometida para o próximo sábado pelo líder da oposição Juan Guaidó, fez com que o governo de Nicolás Maduro deslocasse, a partir da tarde da última quarta-feira, tropas e veículos militares para a fronteira entre seu país e o Brasil. O envolvimento do Brasil na primeira fase da operação foi uma surpresa até mesmo para a oposição venezuelana e levou funcionários brasileiros a mergulharem num ritmo vertiginoso de trabalho em Brasília para organizar em menos de três dias o envio de medicamentos e alimentos a Boa Vista....

O inesperado anúncio de participação brasileira na entrega da ajuda internacional à Venezuela prometida para o próximo sábado pelo líder da oposição Juan Guaidó, fez com que o governo de Nicolás Maduro deslocasse, a partir da tarde da última quarta-feira, tropas e veículos militares para a fronteira entre seu país e o Brasil.

O envolvimento do Brasil na primeira fase da operação foi uma surpresa até mesmo para a oposição venezuelana e levou funcionários brasileiros a mergulharem num ritmo vertiginoso de trabalho em Brasília para organizar em menos de três dias o envio de medicamentos e alimentos a Boa Vista.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) informou, na última terça-feira, que militares brasileiros não participarão da operação. A ideia é que caminhões dirigidos por venezuelanos entrem no Brasil pela cidade de Pacaraima, vizinha a Santa Elena, para levar a ajuda de volta à Venezuela.

“Nossos militares estão participando, mas não de uma forma evidente e que possa levar a acusações de ingerência ou até invasão estrangeira”, afirmou uma fonte que tem acompanhado os movimentos em Brasília nas últimas 72 horas.

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No entanto, todos os cenários estão sendo avaliados, inclusive os militares.

“É claro que isso não será dito publicamente, mas a verdade é que o Brasil está preparado para tudo, inclusive para uma eventual ação militar”, enfatizou a fonte.

O Brasil será parte de uma operação sem precedentes na América do Sul, cujo desfecho é uma incógnita. Nem mesmo os venezuelanos sabem qual será o resultado do desafio inédito ao governo Maduro. Em Caracas, muitos se perguntam como terminará a queda de braço e até onde chegará a participação estrangeira.

Show de pega bobos

Maduro qualificou a falsa ajuda humanitária dos EUA como um “show” e “trapaça pega-bobos” e destacou que a Venezuela já irá receber uma ajuda humanitária da Rússia, que irá entrar “legalmente” na Venezuela e “que foi paga por seu governo”.

No total, serão 300 toneladas de remédios e alimentos entregues por cargueiros russos no território venezuelano.

Com informações do Globo

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