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11 de julho de 2018, 09h12

Mãe de Marcus Vinícius, assassinado na Maré, será ouvida na Câmara dos Deputados

A blusa do uniforme escolar que Marcus usava naquele dia, manchada de sangue, é agora o símbolo da luta de Bruna da Silva por justiça.

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Bruna da Silva, mãe de Marcus Vinícius, de 14 anos, assassinado no Complexo da Maré no dia 20 de junho, será ouvida em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), nesta quarta-feira (11), às 16h. Marcus saía da escola no momento em que a Polícia Civil fazia uma operação para cumprir 23 mandados de prisão. O menino foi atingido por um tiro nas costas. Outras seis pessoas foram mortas e duas crianças ficaram feridas. A blusa do uniforme escolar que Marcus usava naquele dia, manchada de sangue, é agora o símbolo da luta...

Bruna da Silva, mãe de Marcus Vinícius, de 14 anos, assassinado no Complexo da Maré no dia 20 de junho, será ouvida em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), nesta quarta-feira (11), às 16h.

Marcus saía da escola no momento em que a Polícia Civil fazia uma operação para cumprir 23 mandados de prisão. O menino foi atingido por um tiro nas costas. Outras seis pessoas foram mortas e duas crianças ficaram feridas.

A blusa do uniforme escolar que Marcus usava naquele dia, manchada de sangue, é agora o símbolo da luta de Bruna por justiça. Ela tem 36 anos e é casada com o pedreiro Gérson da Silva, de 37 anos. Marcus Vinícius era o filho mais velho. A irmã dele, Maria Vitória, tem 12 anos e continua estudando na mesma escola no Complexo da Maré, o Ciep Operário Vicente Mariano.

Velório do adolescente Marcus Vinicius da Silva (Foto Fernando Frazão/Agência Brasil)

Testemunhas afirmaram aos meios de comunicação que um carro blindado da polícia, conhecido como “Caveirão”, teria disparado contra o adolescente. Segundo o advogado da família de Marcus, deve haver uma ação indenizatória contra o estado do Rio de Janeiro.

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Bruna será ouvida a pedido do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) e da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP). “A Comissão de Direitos Humanos Minorias tem a missão de receber, avaliar e investigar denúncias relativas a ameaça ou violação de direitos humanos. A Organização Não Governamental Redes da Maré contou mais de cem marcas de disparos no chão do conjunto de favelas após a operação da Polícia Civil. Esses disparos teriam sido feitos por um helicóptero utilizado durante a operação”, afirma a deputada Luiza Erundina (PSOL/SP).

Para Chico Alencar, “a tragédia do assassinato do Marcus Vinícius não pode ser esquecida por sua condição de menino pobre. Bruna, sua mãe, tem feito da sua dor quase insuportável estímulo para lutar por justiça”, considera. “A Câmara Federal não pode ser insensível a esse clamor.”

Números da violência sob a intervenção

Só em junho, mês do assassinato de Marcus Vinícius, o laboratório de dados Fogo Cruzado registrou 834 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio de Janeiro. No mesmo período e região, o levantamento aponta 125 mortos e 84 feridos.

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*Com informações da Câmara dos Deputados

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