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05 de julho de 2019, 17h24

Maia defende divulgação de mensagens de Moro na Vaza Jato: “Não é crime”

“Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não pode?”, questiona o presidente da Câmara

Foto: Reprodução
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não se convenceu com as justificativas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e defendeu, nesta sexta-feira (5), a divulgação dos diálogos comprometedores entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato pelo The Intercept Brasil. Durante entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan, Maia declarou que não pode haver “dois pesos e duas medidas” em relação à veiculação de informações de interesse público. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. “Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não...

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não se convenceu com as justificativas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e defendeu, nesta sexta-feira (5), a divulgação dos diálogos comprometedores entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato pelo The Intercept Brasil.

Durante entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan, Maia declarou que não pode haver “dois pesos e duas medidas” em relação à veiculação de informações de interesse público.

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“Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não pode? Um vazamento de um documento sigiloso que foi entregue por um agente público a um jornalista é pior do que um hacker vazar uma informação?”, disse.

“Todo mundo divulgou o WikiLeaks e, naquela época (2010), ninguém viu problema. É claro que é crime (o que o hacker da Lava Jato fez), mas o jornalista que divulgou a informação não está errado. Está mais do que claro, com respaldo da Constituição Federal, que não é crime”, disse.

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Dilma

“Eu sou contra vazamento ilegal, só que o jogo foi jogado assim a vida inteira, inclusive durante o impeachment da Dilma (Rousseff). Aquela decisão do vazamento (feito por Moro) foi decisiva para recuperar o impeachment, que estava morrendo naquela época. Que vá atrás do criminoso, que entrou no celular de terceiros para pegar informações”, acrescentou.

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