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09 de junho de 2019, 19h43

“Maior escândalo da República”, diz Haddad sobre conversas vazadas de procuradores da Lava Jato

"Podemos estar diante do maior escândalo institucional da história da República. Muitos seriam presos, processos teriam que ser anulados e uma grande farsa seria revelada ao mundo", disse Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT em 2018. A vitória de Haddad era um dos medos dos procuradores, que tramaram diversas estratégias para impedir entrevista de Lula à Folha.

Foto: Reprodução
Um dos alvos das conversas da força-tarefa da Lava Jato que foram vazadas neste domingo (9) pelo The Intercept, Fernando Haddad considerou o conteúdo “maior escândalo institucional da história da República”. O grupo de procuradores traçou planos para impedir entrevista de Lula à Folha porque poderia “eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT”. “Podemos estar diante do maior escândalo institucional da história da República. Muitos seriam presos, processos teriam que ser anulados e uma grande farsa seria revelada ao mundo. Vamos acompanhar com toda cautela, mas não podemos nos deter. Que se apure toda a verdade!”, disse o...

Um dos alvos das conversas da força-tarefa da Lava Jato que foram vazadas neste domingo (9) pelo The Intercept, Fernando Haddad considerou o conteúdo “maior escândalo institucional da história da República”. O grupo de procuradores traçou planos para impedir entrevista de Lula à Folha porque poderia “eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT”.

“Podemos estar diante do maior escândalo institucional da história da República. Muitos seriam presos, processos teriam que ser anulados e uma grande farsa seria revelada ao mundo. Vamos acompanhar com toda cautela, mas não podemos nos deter. Que se apure toda a verdade!”, disse o candidato à presidência pelo PT em 2018.

Nas conversas, os procuradores traçaram planos para impedir a entrevista de Lula à Folha de São Paulo, liberada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski, por acreditaram que ela poderia impulsionar a candidatura de Fernando Haddad e fazer com que o petista ganhasse as eleições de 2018.

A procuradora Laura Tessler foi uma das que mais comentou. “Que piada! Revoltante! Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo. E depois de Mônica Bergamo, pela isonomia, devem vir tantos outros jornalistas… E a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… Sei lá… Mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”, disse Tessler em diferentes mensagens.

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No mesmo momento, um contato salvo como Carol PGR (não identificado pelo The Intercept), em conversa privada com o procurador Deltan Dallagnol, demonstrou “solidariedade”. “Deltan, meu amigo, toda solidariedade do mundo à você nesse episódio da Coger, estamos num trem desgovernado e não sei o que nos espera. A única certeza é que estaremos juntos. Ando muito preocupada com uma possível volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve”, disse Carol. Dallagnol, em resposta, disse que o Brasil precisava dessas orações (contra o PT). “Valeu Carol! Reza sim. Precisamos como país”, respondeu.

Segundo a reportagem, a conversa entre procuradores foi longa e apresentou diversos planos para o impedimento da entrevista. Com a liminar concedida pelo ministro do STF Luiz Fux, o clima mudou e virou comemoração.

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