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04 de janeiro de 2018, 18h19

Mais indígenas são “batizados” por pastores evangélicos no Mato Grosso

Fotos foram divulgadas pelo pastor da Igreja Universal, Samoel Maia; prática de doutrinação de indígenas, que fere a Constituição, revoltou internautas Por Redação Em setembro do ano passado, o batismo de 38 índios Xavantes no Mato Grosso pelo pastor evangélico Isac Santos gerou polêmica nas redes e rendeu até uma denúncia no Ministério Público contra o religioso por “genocídio cultural”. No último dia de 2017, um novo batismo promovido por um pastor evangélico em indígenas do Barra do Garças, também no Mato Grosso, reacendeu a revolta nas redes. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique...

Fotos foram divulgadas pelo pastor da Igreja Universal, Samoel Maia; prática de doutrinação de indígenas, que fere a Constituição, revoltou internautas

Por Redação

Em setembro do ano passado, o batismo de 38 índios Xavantes no Mato Grosso pelo pastor evangélico Isac Santos gerou polêmica nas redes e rendeu até uma denúncia no Ministério Público contra o religioso por “genocídio cultural”. No último dia de 2017, um novo batismo promovido por um pastor evangélico em indígenas do Barra do Garças, também no Mato Grosso, reacendeu a revolta nas redes.

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As fotos mostrando a cerimônia foram divulgadas pelo pastor Samoel Maia, ligado à Igreja Universal do Ceará. Na legenda, ele afirma que 35 indígenas “se entregaram ao Senhor”. O pastor que aparece fazendo o batismo nas fotos não foi identificado.

A prática de “evangelizar” indígenas, comum no Brasil desde a chegada dos portugueses, é inconstitucional. Ao “doutrinar” índios, as missões “evangelizadoras” ferem o artigo 231 da Constituição Federal, segundo o qual deve ser resguardado o direito à organização social, os costumes, as línguas, as crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras.

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Na postagem do pastor que divulgou as fotos, a maior parte dos comentários são críticos à prática. Entre internautas acusando o pastor de “genocídio cultural” e “escravização” dos índios, muitos prometeram denunciar o religioso ao Ministério Público.

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