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12 de março de 2018, 12h25

Mart’nália: “Nunca transei com homem. Perdi a virgindade no ginecologista”

Em entrevista bem-humorada para a coluna de Marina Caruso, Mart’nália solta o verbo

Mart'nália. Foto: Fora do Eixo
Em entrevista à Marluci Martins, para a coluna de Marina Caruso, a cantora Mart’nália disse acreditar que ainda é virgem, nunca transou com homem, beija mulher desde os dez anos e está fazendo um filme sobre o pai, Martinho da Vila, que vai nascer em breve. Sobre o filme, ela falou: “Vamos contar a história através da música dele. Coisas que não estão no Google. O diretor Estevão Ciavatta (diretor e roteirista) está com a gente. Vamos falar da relação do meu pai com Angola, seus 14 livros, a passagem pelo Exército… Sabia que ele foi o primeiro cara a...

Em entrevista à Marluci Martins, para a coluna de Marina Caruso, a cantora Mart’nália disse acreditar que ainda é virgem, nunca transou com homem, beija mulher desde os dez anos e está fazendo um filme sobre o pai, Martinho da Vila, que vai nascer em breve.

Sobre o filme, ela falou: “Vamos contar a história através da música dele. Coisas que não estão no Google. O diretor Estevão Ciavatta (diretor e roteirista) está com a gente. Vamos falar da relação do meu pai com Angola, seus 14 livros, a passagem pelo Exército… Sabia que ele foi o primeiro cara a cantar música de macumba na rádio? ‘O sino da igrejinha faz belém, blém, blom’. E ele foi coroinha de igreja!”

Sobre a intervenção federal ela diz se outro golpe. “Não vejo intervenção nenhuma. Só vejo um monte de PM vendido, que não ganha bem e não tem preparo. A gente sabe quem passa a arma pro bandido. Como é que chega lá em cima, se o cara não desce? Vamos mudar de assunto…”

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Sobre sexo, Mart’nália diz que nunca transou com homens. Só com mulher. “Nunca transei com homem. Sempre namorei menina. Desde os 10 anos. Não tinha negócio de gay ou não gay. Sempre tive cara e jeito de menino, e as meninas se permitiam. Eu agarrava elas, elas me agarravam”.

Ela diz ainda que não teve problemas com a família por conta da sua sexualidade. “Minha família é esquisita, sabe? Minha avó dizia: ‘Essa menina nasceu com o sexo trocado’. Eu não queria botar camisa, ficava jogando bola, soltando pipa, não brincava com as primas. Na hora do ‘pera, uva, maçã, salada mista’, os meninos iam dormir, e eu ficava beijando as meninas. Muito tempo depois, fizeram fofoca pro meu pai, e ele disse: ‘Você podia ter me falado’. Eu respondi: ‘Ué, mas eu nem sabia o que era’. O pessoal botou peso numa coisa que era normal pra mim. Não tive que mudar de jeito, nem de roupa. Nunca olhei pra homem, não”.

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Disse também que nunca perdeu a virgindade. “Sei lá. Talvez, com um ‘o.b.’. E olha que uso o mini. Ah, já sei! Perdi a virgindade quando fiz exame. O cara meteu aquele negócio em mim.  Fiquei cinco dias sangrando. E mudei de ginecologista. Senti muita dor e raiva. Minha médica atual sabe que não tenho introdução, não tenho penetração”.

Ela disse que usou vestido “umas cinco vezes na vida. Usei saia no casamento da minha irmã, há 36 anos. Na infância, as pessoas reclamavam: ‘Fecha as pernas’. Meu pai dizia: ‘Dá um short pra ela, em vez de perturbar’. Eu não tinha modos. Não tenho ainda”.

Sobre os benefícios que a nova legislação traz aos trans e aos gays, afirma que para ela não muda nada. “Para os que vêm agora, talvez. Não sofri preconceito, não tenho nada a ver com isso. Se a pessoa tiver necessidade de tirar ou botar peru, é um problema de cada um. Tem gente que diz: “Pô, você não gosta de falar disso”. É que eu não tenho o que falar. Pra mim, é simples. Não tenho história pra contar”.

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