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27 de maio de 2014, 15h37

Massacre misógino na Califórnia

“Vocês vão finalmente ver que eu sou o verdadeiro cara superior, o verdadeiro macho alfa”, disse em manifesto Elliot Rodger, que matou seis pessoas

“Vocês vão finalmente ver que eu sou o verdadeiro cara superior, o verdadeiro macho alfa”, disse em manifesto Elliot Rodger, que matou seis pessoas Por Redação Seis pessoas morreram na sexta-feira (23) vítimas de Elliot Rodger, de 22 anos. O massacre aconteceu na Universidade de Santa Barbara, na Califórnia. O assassino, filho de Peter Rodger, assistente de direção dos filmes Jogos Vorazes, esfaqueou três colegas de quarto, atirou contra duas mulheres no campus da instituição e alvejou pessoas aleatoriamente na rua. Após uma troca de tiros com a polícia, Elliot foi encontrado morto em sua BMW com uma pistola automática....

“Vocês vão finalmente ver que eu sou o verdadeiro cara superior, o verdadeiro macho alfa”, disse em manifesto Elliot Rodger, que matou seis pessoas

Por Redação

Seis pessoas morreram na sexta-feira (23) vítimas de Elliot Rodger, de 22 anos. O massacre aconteceu na Universidade de Santa Barbara, na Califórnia. O assassino, filho de Peter Rodger, assistente de direção dos filmes Jogos Vorazes, esfaqueou três colegas de quarto, atirou contra duas mulheres no campus da instituição e alvejou pessoas aleatoriamente na rua.

Após uma troca de tiros com a polícia, Elliot foi encontrado morto em sua BMW com uma pistola automática. A polícia ainda não sabe se sua morte foi consequência do tiroteio ou de suicídio. Além das seis pessoas assassinadas, outras sete ficaram feridas.

A mídia, no entanto, pouco comenta o caráter misógino do massacre. Em vídeo publicado no Youtube, Elliot Rodger deixa claro que faria uma “retribuição” às mulheres por ainda ser virgem. “Vou dar a vocês o que vocês merecem por terem me rejeitado e se dado para outros homens. E aos homens por terem uma vida melhor que a minha”, premeditou. “Vou massacrar cada vagabunda loira, mimada e metida que via lá dentro, e todas essas garotas que eu tanto desejei e que me rejeitaram e me olharam com desprezo, como se eu fosse um homem inferior.”.

Veja também:  “De onde veio essa gentalha”, pergunta exaltado Marco Antônio Villa sobre os Bolsonaros. Veja o vídeo

Em um manifesto escrito, o assassino declara: “Mulheres são como uma praga. Elas não merecem ter qualquer direito. Sua maldade deve ser contida para prevenir gerações futuras da sua degeneração. Mulheres são animais malditos e bárbaros, e precisam ser tratadas como tais”.

A misoginia não é um fator raro para esse tipo de assassinato em massa. Em abril de 2011, o Brasil foi cenário de um ataque desse tipo. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola onde tinha sido aluno, no bairro de Realengo no Rio de Janeiro, e matou dez meninas e dois meninos.  Um aluno sobrevivente chegou a relatar: “Tiros nos meninos era só pra assustar. Ele matava as meninas com tiros na cabeça”.

(Foto de capa: Reprodução/Youtube)

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