COLAPSO CLIMÁTICO

7 a cada 10 brasileiros vivenciaram situações climáticas extremas, revela pesquisa

A preocupação com alagamentos e enchentes é maior entre as classes mais baixas

Enchente no Rio Grande do Sul, em setembro de 2023.Créditos: Foto: Marinha do Brasil
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Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Polis e pelo IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) nesta segunda-feira (4) revelou que sete a cada dez brasileiros vivenciaram condições de climas extremos, causados pelas grandes mudanças climáticas.

A crise do clima atinge o cotidiano da maioria da população brasileira, seja através de chuvas desproporcionais, ondas de calor, falta de água, temporais, ciclones e queimadas. 

Segundo o levantamento, as condições que mais afetaram os brasileiros foram as secas e as chuvas fortes, com 20% dos participantes afirmando já terem presenciado esses fenômenos.

Em seguida, estão os alagamentos, inundações e enchentes, com 18%; temperaturas extremas em terceiro lugar, com 10% dos entrevistados tendo vivenciado; apagão de energia com 7%; ciclones, tempestades e ventos em 6% e queimadas e incêndios com 5%.

De acordo com 34% dos participantes, as secas são as situações que mais afetam e preocupam a população. O estado de alerta perante às mudanças climáticas varia conforme a classe social do entrevistado, devido ao maior impacto à determinada parcela de brasileiros.

No Sul do país, o medo de ciclones e tempestades de vento lidera o ranking, com 29%, porcentagem 16% maior do que a média nacional. Os alagamentos, inundações e enchentes são mais temidos entre as classes mais baixas (D e E), com 25%, do que as classes mais altas (A e B), que registraram 19%.

Além disso, 84% dos entrevistados assumiram que apoiam o investimento em fontes de energias renováveis. As respostas dos participantes ainda afirmam que eles acreditam que a utilização de fontes de energia não-renováveis influencia nas alterações climáticas.

O petróleo é considerado o maior responsável pelas mudanças do clima (79%), seguido do carvão mineral (72%) e do gás fóssil (67%).

Ao todo, 2 mil pessoas foram entrevistadas pela pesquisa, entre 22 e 26 de julho deste ano.